Tinto, branco, rosé, espumante ou licoroso: as opções de garrafas no universo dos vinhos são praticamente infinitas. Em algum momento da compra de novos exemplares, muitos apreciadores destas bebidas fermentadas já se depararam com a clássica pergunta: devo abrir a garrafa agora ou guardá-la para envelhecer?
Embora não exista uma resposta exacta e a decisão dependa, em grande parte, da preferência do consumidor, há diversas dicas e justificações por detrás da maturação de alguns vinhos.
“Os vinhos mais ‘envelhecíveis’ têm um final longo a ultra longo, o que significa que os seus sabores perduram por muito tempo depois de degustados. Esses sabores persistentes indicam que o vinho tem uma concentração muito boa, o que é, efectivamente, a resistência de um vinho. Estas colheitas também tendem a ter um bom equilíbrio estrutural”, explicou a escritora e crítica de vinhos Christy Canterbury à revista Food&Wine.
Porquê envelhecer as garrafas de vinho?
Antes do mais, é essencial compreender as motivações por detrás do maior tempo de armazenamento na adega e perceber que nem todos os vinhos se tornam mais saborosos com o tempo de maturação.
De uma forma geral, o envelhecimento de uma garrafa estimula o amolecimento dos sabores primários e secundários, favorecendo o desenvolvimento de características terciárias. Já em termos de textura, os taninos e a acidez suavizam à medida que o vinho amadurece. Por outro lado, o álcool e o açúcar mantêm-se nos níveis habituais.
De acordo com especialistas, grande parte dos vinhos deve ser consumida no prazo de um ano após o seu lançamento. Tendo isto em mente, o factor mais importante na altura da escolha é equilibrar o gosto pessoal e o estilo da colheita.
Além disso, é importante que os apreciadores entendam que, se o primeiro contacto com a amostra não for agradável, dificilmente a maturação irá alterar essa percepção — o tempo guardado não é sinónimo de qualidade.
Fonte: Revista Menu



























































