Já se conhecem os Prémios Mundiais de Vinho da revista Decanter 2025, um dos mais influentes concursos do sector a nível global, e houve um país que se destacou. Na sua 22.ª edição, 248 especialistas internacionais avaliaram vinhos de 57 nacionalidades.
O júri incluiu 22 escanções-mestres e 72 mestres do ramo — o maior número de conhecedores da história do concurso. Foram entregues 50 medalhas de “Melhor a Concurso”, 137 de platina e 732 de ouro — todas superando o ano anterior —, o que evidencia a crescente qualidade dos vinhos apresentados. Além disso, a Lista de Valor Dourada, que reconhece vinhos de alta qualidade com preços reduzidos, também registou um aumento de 20 para 30 vinhos.
Outra mudança na edição de 2025 foi a expansão da categoria “Magnum”, agora aberta a todos os vinhos espumantes.
França destacada entre os vencedores deste ano
França levou para casa 3200 medalhas, no total — mais 1000 que o segundo classificado — e 14 prémios de “Melhor a Concurso”, uma conquista que deverá merecer um brinde com champanhe (só esse espumante ganhou 27 prémios).
Itália saiu do certame com 2204 distinções e seis vezes “Melhor a Concurso”, seguindo-se Espanha: 2025 medalhas e cinco vinhos entre os melhores em prova. Para os apaixonados por vinho, vale a pena considerar uma visita à região de Rioja: além de ter conquistado três medalhas de platina e 21 de ouro, é uma das áreas menos visitadas de Espanha.
Os países mais premiados foram (por esta ordem) França, Itália, Espanha, Austrália, Portugal, África do Sul, Argentina, Croácia, Canadá e Chile.
A completar os dez primeiros mais premiados estão, por esta ordem, Austrália, Portugal, África do Sul, Argentina, Croácia, Canadá e Chile.
O que representa o “Melhor a Concurso”?
Menos de 1% dos vinhos avaliados recebem esta distinção. É o reconhecimento máximo da qualidade, da tipicidade e da harmonia de um vinho — uma verdadeira consagração internacional:
- Barons de Rothschild Blanc de Blancs 2014 – Champagne, França: um espumante refinado, com textura cremosa e frescor vibrante.
- Jean-Marc Brocard Chablis Grand Cru 2023 – Borgonha, França: branco elegante e mineral, um clássico reinventado com precisão.
- Tenuta Meraviglia Bolgheri Superiore 2020 – Toscana, Itália: tinto poderoso com notas de fruta escura, taninos polidos e final persistente.
- Cava Gran Reserva 2016 – Penedès, Espanha: espumante sofisticado, maturado por anos, com notas de brioche e amêndoas.
- Shiraz Barossa Valley 2022 – Austrália: intenso, aromático e estruturado, com notas de ameixa e especiarias.
- Quinta dos Muros 2017 – Douro, Portugal: uma mistura rara de 29 castas autóctones, profunda e memorável.
Não existe um “melhor vinho” absoluto em 2025 — cada prémio dá atenção a critérios diferentes, mas os mais celebrados foram:
- Champagne Blanc de Blancs 2014 da Barons de Rothschild, “campeão” mundial de efervescência, França;
- Cape Bleue Rosé 2024, eleito “Vinho do Ano ao Copo”, França;
- Stoneleigh Sauvignon Blanc 2024, destaque na relação entre custo/ benefício, da Nova Zelândia;
- Quinta dos Muros 2017, melhor vinho tinto em competição americana, de origem portuguesa.
Texto: Ana Mangana • Fotografia: D.R



























































