O Governo está a estudar o modelo português de ensino técnico-profissional no âmbito da reforma em curso para melhorar a certificação, valorizar competências e reforçar a qualidade e a empregabilidade no sector.
Segundo o secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Léo Jamal, a prioridade passa por criar um sistema mais eficaz, credível e inclusivo para a emissão de certificados.
“O nosso objectivo é assegurar um sistema eficaz, credível e inclusivo para a emissão de certificados no País”, afirmou, durante uma visita a escolas profissionais em Portugal, citado numa nota do Ministério da Educação e Cultura.
A missão integra um processo mais amplo iniciado em Março, que inclui seminários e auscultações provinciais, bem como visitas a países como África do Sul, Botsuana, Namíbia e Tanzânia, para recolha de experiências sobre certificação e qualidade no ensino técnico.
Léo Jamal sublinhou que a experiência portuguesa poderá ser “capitalizada” para adaptar boas práticas a Moçambique, em conformidade com a Lei da Educação Profissional e alinhada com padrões internacionais. “É possível, num tempo mais rápido, ter um certificado emitido. Queremos que o processo seja mais flexível e que responda às necessidades dos nossos formandos”, disse.
Moçambique conta actualmente com mais de 180 qualificações aprovadas no seu quadro nacional, contra mais de 300 em Portugal. O Governo pretende, por isso, identificar áreas de cooperação para expandir a oferta formativa e aproximar-se das exigências do mercado de trabalho.
A cooperação entre Moçambique e Portugal no ensino técnico-profissional tem um historial sólido. Entre 2001-2018, mais de 1700 agentes educativos, professores e directores de escolas beneficiaram de apoio português, e mais de 60 mil alunos concluíram a sua formação com base nessa parceria, recordou recentemente o anterior embaixador de Portugal em Moçambique, António Costa Moura.
Fonte: Lusa




























































