O governador do Banco de Reserva da África do Sul (SARB, sigla em inglês), Lesetja Kganyago, confirmou que continuam as negociações com o Tesouro Nacional para alinhar a meta de inflação. A declaração surge depois de o ministro das Finanças, Enoch Godongwana, ter rejeitado, para já, a adopção de uma meta mais baixa de 3%.
O ministro das Finanças afirmou recentemente que “não existem planos para anunciar uma mudança para uma meta mais baixa” no orçamento de médio prazo. Assim, a meta oficial de inflação mantém-se entre 3% e 6%, embora o SARB prefira o limite inferior.
A CEO do FirstRand, Mary Vilakazi, elogiou a intenção do banco central, defendendo que “a redução da inflação para o limite inferior da meta estabelecida, entre 3% e 6%, deverá contribuir para uma maior estabilização dos preços, à medida que a inflação diminui e as expectativas se ajustam gradualmente a uma âncora mais baixa de 3%”.
Para Mary Vilakazi, esta mudança “dará início a uma era de taxas de juro mais baixas na África do Sul, que é muito necessária”. A gestora considera que uma meta mais baixa beneficiará a economia, criando um ambiente mais previsível para consumidores e investidores.
O SARB abordou ainda as preocupações sobre o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos da América. Segundo a CEO do FirstRand, “a principal preocupação tem sido que as interrupções na cadeia de abastecimento elevassem os preços, dado que a maioria dos outros países se absteve de aumentar as suas tarifas para acompanhar as nossas medidas.”
A responsável acrescentou que, ao longo do ano, se têm observado “efeitos desinflacionários modestos, devido à procura mais fraca e ao excesso de capacidade. Um dólar mais fraco também tem beneficiado outros países, especialmente os mercados emergentes, permitindo que muitos bancos centrais reduzam as taxas de juro e adoptem políticas mais neutras.”
Lesetja Kganyago, por sua vez, minimizou o impacto económico, afirmando que o aumento das tarifas reduziu a previsão de crescimento para este ano em apenas 0,1%.
Fonte: SABC News



























































