O ouro continua a ser negociado com ganhos contidos esta manhã, com a subida a ser pressionada pela retirada de mais-valias, já que a incerteza comercial e política gerada pela entrada em vigor das tarifas faz com que o “metal amarelo” ganhe terreno, enquanto os dados económicos do outro lado do Atlântico reforçaram as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) vai avançar com um corte nas taxas de juro já em Setembro.
O metal amarelo está a ganhar 0,04%, para os 3397,620 dólares por onça.
As tarifas recíprocas do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, sobre as importações de dezenas de países entraram em vigor esta quinta-feira, 7 de Agosto, deixando alguns dos seus principais parceiros comerciais, como a Suíça, o Brasil e a Índia, a procurar chegar a um acordo melhor com a administração norte-americana.
Além disso, dados mais fracos sobre o mercado de trabalho dos EUA na semana passada reforçaram as expectativas de um corte nas taxas de juro pela Fed, com a ferramenta FedWatch do CME Group a indicar agora uma probabilidade de 91% de uma redução de 25 pontos base no próximo mês.
Depois de o relatório da semana passada ter revisto em forte baixa os dados de Maio e Junho, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA aumentaram em 7 mil para um total de 226 mil na última semana de Julho, ficando bem acima das expectativas do mercado, que apontavam para um aumento mais moderado, de 221 mil pedidos.
Ainda no plano da política monetária, Donald Trump disse na terça-feira que nomeará um novo governador da Fed até ao final da semana, depois da saída de Adriana Kugler do cargo, à medida que continua a avaliar as opções que tem em cima da mesa para substituir o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, quando este chegar ao fim do seu mandato durante o próximo ano.
Depois de o Financial Times ter noticiado, esta quinta-feira, que os EUA tinham imposto tarifas sobre as importações de barras de ouro de um quilograma, citando uma carta da Alfândega e Protecção de Fronteiras, os futuros de Dezembro no mercado de Nova Iorque subiram para 3534,10 dólares por onça, um máximo histórico e que representa um prémio de cerca de 100 dólares face aos preços do metal amarelo no mercado à vista em Londres.




























































