A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) vai aumentar ainda este ano o número de empresas cotadas para 17, avançando com o plano estratégico que visa alcançar pelo menos 30 até 2028, garantiu nesta quinta-feira (7) a instituição.
Segundo a Lusa, a informação foi avançada pelo presidente do conselho de administração da BVM, Pedro Cossa. “Espera-se novas empresas e acredito que teremos. Em breve serão convidados a conhecer mais uma nova instituição que vai entrar na bolsa de valores”, afirmou.
Pedro Cossa falava à margem do lançamento, em Maputo, Sul do País, de uma nova identidade visual da BVM, assegurando que a mesma trabalha para alcançar as metas do Plano Estratégico da Bolsa para o período 2024-28, entre as quais passar das actuais 16 empresas cotadas para 30 até 2028.
Nas mesmas declarações, Cossa salientou que a BVM está a desenvolver uma infra-estrutura tecnológica para assegurar novos sistemas de negociação de compra e venda de títulos de valores mobiliários e permitir mais mecanismos de financiamento a projectos.
“Os moçambicanos devem ter acesso mais fácil ao mercado de acções. Temos de desmistificar a ideia de que este mercado é para a elite. Temos de desfazer essa percepção do mercado accionista, disponibilizando plataformas do mercado da bolsa nos telemóveis dos cidadãos”, declarou o presidente da BVM.
“Um novo sistema de negociação, um novo sistema para centrar o valor de mobiliários, e o mesmo estará devidamente conectado não só com operadores de BVM, mas também com outras bolsas de valor da região através da interconectividade das mesmas, que é um projecto da região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da União Africana de que queremos fazer parte”, acrescentou.
Este novo sistema de negociação que está a ser projectado faz parte do plano estratégico da BVM 2024-28, que assenta em cinco pilares, e que incluem a dinamização dos mercados accionista e obrigacionista, a modernização tecnológica e o desenvolvimento e comercialização de novos produtos, serviços e instrumentos financeiros.
O objectivo passa por assegurar “a atracção de empresas”, de “diferentes dimensões e ramos de actividade, e que sejam bem geridas, lucrativas e com ética empresarial”, mas também de “investidores nacionais e estrangeiros”, e por promover o registo de títulos e titulares na BVM.
O novo plano também prevê a adopção de “mecanismos inovadores de desenvolvimento do mercado”, para “proporcionar maior volume de negociação e liquidez, através da introdução de novos produtos, serviços e instrumentos financeiros.”
A capitalização da BVM cresceu 5% no último trimestre de 2024, face ao anterior, para um novo recorde de 212,4 milhões de meticais (3,7 milhões de dólares).
De acordo com dados da BVM, a capitalização – aproximação do valor de mercado das empresas e títulos – equivalia no final de 2024 a praticamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.



























































