Dez empresas africanas de tecnologia financeira foram incluídas na lista “World’s Top Fintech Companies: 2025”, uma classificação global anunciada a 16 de Julho passado. Compilada pela emissora americana CNBC em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Statista, a lista destaca a crescente proeminência global das empresas de fintech e a crescente influência de África no sector.
A classificação abrange sete segmentos críticos do mercado: serviços de pagamento, neobancos, finanças alternativas, tecnologias de gestão de património, activos digitais, serviços empresariais e insurtech. As empresas foram avaliadas utilizando uma combinação de indicadores gerais de desempenho – tais como receitas, taxa média de crescimento anual e número de empregados -, juntamente com métricas específicas para cada categoria de fintech.
A lista final foi criada na sequência de um convite aberto no início do ano, em que as empresas de fintech foram convidadas pela CNBC a apresentar os principais dados de desempenho à Statista. Além disso, a entidade realizou uma avaliação independente de mais de 2000 empresas para garantir uma ampla representação do sector. As empresas seleccionadas para a classificação são listadas por ordem alfabética nas respectivas categorias, e não por classificação numérica.
A representação de África na lista é especialmente notável pela sua forte presença em segmentos de serviços financeiros de grande impacto. Das dez empresas africanas reconhecidas, sete operam no espaço de pagamentos, duas concentram-se em finanças alternativas e uma é especializada em tecnologia de gestão de património. Colectivamente, estas entidades reflectem a ênfase crescente do continente na inclusão financeira e no desenvolvimento de uma infra-estrutura robusta de pagamentos digitais.
Na categoria de serviços de pagamento, destacaram-se várias empresas nigerianas. A Interswitch, fundada em 2002 por Mitchell Elegbe, desempenha um papel fundamental em toda a cadeia de valor de pagamentos e alcançou o status de unicórnio em 2019, depois que a Visa adquiriu uma participação de 20% na empresa. Outro destaque nigeriano, Moniepoint, foi lançado em 2015 por Tosin Eniolorunda e Felix Ike. Tornou-se um unicórnio em Outubro de 2024, depois de garantir 110 milhões dólares (6,9 mil milhões de meticais) em financiamento. A Moniepoint fornece serviços de pagamento essenciais a bancos e instituições financeiras, bem como a indivíduos em toda a África Ocidental e Oriental.
Compilada pela emissora americana CNBC em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Statista, a lista destaca a crescente proeminência global das empresas de fintech e a crescente influência de África no sector
Do Egitpo, a MyFawry – cotada publicamente na Bolsa de Valores do Cairo – alcançou o estatuto de unicórnio em Agosto de 2020. Serve mais de 30 milhões de utilizadores e processa mais de três milhões de transacções de pagamento diariamente. Outro importante operador nigeriano, a Opay, concentra as suas operações de pagamento móvel na África Ocidental e do Norte e atingiu a avaliação de unicórnio em 2021. A PalmPay, também sediada na Nigéria, é conhecida pelos seus serviços de transferência de dinheiro digital.
A Paymob do Egipto destaca-se com o seu conjunto de mais de 50 soluções de pagamento digital adaptadas às empresas do Médio Oriente e do Norte de África. A completar as empresas de pagamento está a sul-africana Yoco, lançada em 2013 por Katlego Maphai, Carl Wazen, Bradley Wattrus e Lungisa Matshoba. A Yoco serve mais de 150 mil pequenos comerciantes e processa mais de mil milhões de dólares (63,2 mil milhões de meticais) em pagamentos anuais com cartão.
No segmento das finanças alternativas, duas empresas africanas estão a fazer progressos notáveis na expansão do acesso ao crédito. A M-Kopa, fundada em 2011, começou no Quénia e, desde então, expandiu-se para o Uganda, Tanzânia, Nigéria e Gana. A empresa já desembolsou quase mil milhões de dólares em crédito a cerca de três milhões de clientes sem conta bancária, financiando produtos essenciais como smartphones, sistemas solares fora da rede e seguros de saúde. A Tala, fundada em 2014 por Shivani Siroya, refere ter desembolsado mais de 6 mil milhões de dólares (379,2 mil milhões de meticais) em empréstimos a mais de 11 milhões de utilizadores na África Oriental, no Sudeste Asiático e na América Latina.
Por último, na categoria de tecnologia de gestão de património, a PiggyVest da Nigéria é reconhecida pela sua inovadora plataforma digital de poupança e investimento. Fundada em 2016 pelos empresários nigerianos Odunayo Eweniyi, Somto Ifezue e Joshua Chibueze, a empresa fornece ferramentas financeiras modernas e acessíveis, concebidas para ajudar os utilizadores a poupar e a investir de forma eficiente.
Fonte: Tech in Africa



























































