A Zâmbia está a viver um momento de viragem, após a reestruturação da sua dívida, e surge como um destino cada vez mais atractivo para investimentos. O país, que atravessou anos de turbulência económica, goza agora de uma credibilidade macroeconómica renovada. Com a inflação a estabilizar e o kwacha, a moeda nacional do país, a tornar-se mais previsível, a Zâmbia é agora uma das economias mais promissoras de África até 2026.
O país destaca-se particularmente pelo seu potencial no sector mineiro. Com a crescente procura mundial por minerais essenciais para baterias, como o cobre e o cobalto, a Zâmbia está a reposicionar-se como um dos principais intervenientes na cadeia de abastecimento global desses recursos. A proximidade das reservas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC) coloca o país como um centro natural para o investimento em minerais críticos.
Além disso, o Governo zambiano está a implementar reformas fiscais e a reestruturar os direitos de exploração mineira para atrair mais investimentos. Caso essas reformas sigam o seu curso, a Zâmbia pode emergir como uma das maiores histórias de sucesso económico de África até 2026.
Os outros países promissores para investimento até 2026: Marrocos, Quénia, Senegal e Ruanda
Marrocos é outra nação que se destaca entre as perspectivas de investimento em 2026. O país tem vindo a construir uma das economias mais estáveis e orientadas para a reforma no norte de África. A sua localização estratégica, a apenas 14 quilómetros da Europa, e as suas infra-estruturas de classe mundial tornaram-no num centro de produção de automóveis, aeroespacial e, cada vez mais, de tecnologias verdes. O país assinou importantes acordos para fornecer hidrogénio verde à Europa e está a posicionar-se como fornecedor crítico na transição energética.
O Quénia, conhecido como a potência digital da África Oriental, é outro país a observar. Com uma cena tecnológica em plena expansão, Nairóbi (a capital do Quénia) tem sido apelidada de “Savana de Silício”, atraindo investimentos para o seu ecossistema digital. O país está também a apostar na transformação digital, criando novas oportunidades em áreas como a saúde electrónica, a administração pública electrónica e as infra-estruturas de dados. O Quénia tem-se mostrado cada vez mais estável, com a estabilização do xelim (moeda nacional) e a implementação de políticas fiscais que prometem tornar o cenário macroeconómico mais previsível.
Na África Ocidental, o Senegal surge como um modelo de maturidade política e transformação económica. A confiança dos investidores tem vindo a aumentar, especialmente após uma transição pacífica do poder em 2024. A capital Dakar está a apostar forte em projectos de petróleo e gás offshore, o que pode duplicar o crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos cinco anos. Além disso, Dakar tem investido em infra-estruturas urbanas modernas e está a fomentar um sector tecnológico em crescimento.
O Ruanda, conhecido pela sua estabilidade política e baixos níveis de corrupção, continua a ser uma referência em África. Kigali, a sua capital, está a transformar-se num centro de conferências e inovação, com um ambiente favorável ao desenvolvimento de negócios. O país tem apostado na urbanização verde e na aceleração de startups, criando um cenário propício para os investidores, especialmente aqueles focados em soluções escaláveis e de impacto social.
Em conjunto, a Zâmbia, Marrocos, Quénia, Senegal e Ruanda destacam-se como os principais destinos para o investimento em África até 2026. Com sectores estratégicos como energia verde, tecnologia e mineração, e com reformas económicas a acontecer em cada um desses países, as oportunidades para os investidores são abundantes.
Fonte: Further Africa



























































