Os Correios de Moçambique esperam arrecadar 706 milhões de meticais (10,9 milhões de dólares) com a venda de 39 imóveis do seu património, no âmbito do processo de liquidação. Trata-se do terceiro lote da primeira fase de alienações, cujas propostas podem ser apresentadas até ao dia 8 de Agosto.
Segundo um edital de venda divulgado pela Lusa, entre os imóveis que constam da lista destacam-se um edifício multiuso localizado no centro da cidade de Maputo, avaliado em 519,7 milhões de meticais, os escritórios da estação postal no bairro do Alto Maé, também na capital, com o preço base de 15,8 milhões de meticais, um edifício multiuso na vila de Nacala, província de Nampula, avaliado em 26,1 milhões de meticais, e um edifício multiusos na cidade de Chimoio, província de Manica, colocado à venda por 18,5 milhões de meticais.
Na mesma lista dos imóveis a privatizar constam ainda um apartamento no centro de Maputo, avaliado em 6,4 milhões de meticais, um edifício multiusos na vila de Namacurra, na província da Zambézia, orçado em 7,4 milhões de meticais, um edifício multiusos para escritórios, na província de Tete, que vale 9,7 milhões de meticais, e outro multiusos para escritórios, no distrito de Moatize, a 6,9 milhões de meticais.
A CORRE, por sua vez, passou a assumir as obrigações do Serviço Postal Universal, sendo responsável por garantir que “os serviços postais sejam prestados com qualidade especificada, em todos os pontos do território nacional, visando a satisfação das necessidades de comunicação da população e das entidades públicas e privadas.”
O encerramento definitivo dos Correios de Moçambique ocorre após a aprovação, em Maio de 2021, do decreto que extinguiu a empresa pública, no âmbito da reestruturação do sector empresarial do Estado, em resposta a vários anos de prejuízos. O Governo assegurou que “os serviços prestados passariam a ser assegurados progressivamente pelo sector privado.”




























































