As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira (31) maioritariamente no vermelho, com o Japão a escapar a esta tendência, num dia em que os investidores navegam por entre uma série de resultados trimestrais, decisões de bancos centrais e ainda novos desenvolvimentos a nível comercial. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura no verde, com o sector tecnológico a ser o maior impulsionador.
Os bons resultados da Meta e da Microsoft estão a animar os mercados e a apontar para uma resiliência das tecnológicas face a um cenário de grande volatilidade e incerteza. “Os lucros fortes e as previsões para o resto do ano dos pesos pesados do Nasdaq estão a reforçar a narrativa em torno da Inteligência Artificial”, que, já há alguns anos, vive em autêntica euforia, explica Gary Tan, analista da Allspring Global Investments, à Bloomberg – uma realidade que pode ser ainda mais reforçada com a apresentação de contas da Apple e da Amazon, nesta quinta-feira.
No entanto, o optimismo não foi suficiente para afastar algumas preocupações locais nas principais praças asiáticas. Pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu mais de 1,5%, enquanto o Shanghai Composite cedeu 1,2%, isto depois de ter sido revelado que a actividade industrial no país deteriorou-se em Julho para surpresa dos investidores, atingindo mínimos de três meses.
Na Coreia do Sul, e apesar de o país até ter conseguido chegar a um acordo comercial com os Estados Unidos da América, o Kospi acabou por não conseguir terminar à tona, perdendo 0,52%. Os investidores mostram-se cada vez menos optimistas em relação aos entendimentos alcançados entre Washington e os seus parceiros comerciais, numa altura em que parece pesar mais o impacto económico das tarifas do que, propriamente, a sua magnitude.
Já pelo Japão, o abrangente Topix e o selecto Nikkei 225 conseguiram escapar às perdas, ao valorizarem 0,79% e 1,08%, num dia marcado pela decisão do banco central do país em não restringir a sua política monetária, mantendo as taxas de juro inalteradas em 0,5% – é a quarta vez consecutiva que a autoridade monetária opta por este caminho.























































