O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, afirmou esta segunda-feira (28) que a cimeira luso-moçambicana, agendada para os dias 8 e 9 de Dezembro em território português, constitui uma oportunidade para reforçar a cooperação bilateral e incentivar a entrada de empresas moçambicanas no mercado português.
Falando à imprensa após entregar as cartas credenciais à ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, em Maputo, o diplomata destacou que, à margem da cimeira, terá lugar um fórum empresarial, destinado a estreitar parcerias económicas.
“À margem da cimeira terá lugar também um fórum empresarial e esses fóruns são também oportunidades para reforçar as parcerias. Se há muitas empresas portuguesas em Moçambique, nós também queremos ver cada vez mais empresas moçambicanas a investir em Portugal, estarem também presentes no mercado português”, afirmou.
Jorge Monteiro sublinhou que o evento está a ser preparado para constituir um “reforço assinalável” das relações entre os dois países em todos os domínios, acrescentando que Portugal mantém uma cooperação abrangente com Moçambique. “Vamos trabalhar em todas as áreas para que a cimeira seja um sucesso em todos os domínios”. O momento político actual “oferece um contexto favorável à definição de um quadro de cooperação a longo prazo.”, salientou.
Na mesma linha, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, já havia apontado, a 3 de Julho, que a realização da cimeira “reflecte a vontade de ambas as partes de renovar a energia da cooperação.”
“Estamos numa primeira fase do ciclo político, que se iniciou com a eleição do Presidente, Daniel Chapo, e também com a reeleição do actual Governo português. Estamos, portanto, ambos na condição de podermos emprestar uma nova energia à relação entre os governos, entre os países e entre os povos de Portugal e de Moçambique”, declarou após um encontro com o chefe do Estado moçambicano, em Lisboa.
Durante a anterior cimeira bilateral, realizada em Setembro de 2022, em Maputo, foram assinados 18 acordos e memorandos que envolveram áreas como agricultura, educação, justiça, saúde, património, cultura, promoção da língua portuguesa e apoio ao tecido empresarial, incluindo projectos de geração de emprego em Cabo Delgado.
Fonte: Lusa
























































