O ouro está a valorizar ligeiramente esta terça-feira (29), recuperando parte das perdas registadas no dia anterior, à medida que os investidores aguardam os próximos dados macroeconómicos norte-americanos, a reunião da Reserva Federal (Fed) e os desdobramentos nas negociações comerciais entre os Estados Unidos da América (EUA) e os seus principais parceiros.
O ouro avança 0,31% para 3324,83 dólares por onça, depois de ter recuado 0,7% na segunda-feira e tocado mínimos de três semanas, pressionado por uma nova valorização do dólar e um ligeiro alívio nos receios de escalada na guerra comercial.
Segundo a Bloomberg, o metal precioso “segura a queda” enquanto os investidores se posicionam para três eventos que poderão abalar os mercados: a decisão de política monetária da Fed, um conjunto de indicadores económicos cruciais e os avanços nas conversações comerciais. O Departamento do Comércio norte-americano indicou ser provável uma extensão de 90 dias da trégua com a China, enquanto um acordo de princípio foi alcançado com a União Europeia, prevendo tarifas de 15% sobre as importações, ou seja, metade do inicialmente ameaçado.
“Três grandes eventos – as negociações comerciais, a decisão da Fed e o relatório de emprego – alinham-se para aumentar a volatilidade dos preços do ouro”, referiu Dilin Wu, estratega do Pepperstone Group Ltd., citado pela agência.
Apesar da recente estabilidade, o ouro mantém uma valorização superior a 25% no acumulado do ano, sustentado pela procura por activos-refúgio num contexto de incerteza geopolítica e comercial.
De acordo com a Reuters, o metal continua a atrair compradores quando está a negociar próximo dos 3300 dólares. “Embora a dinâmica de curto prazo esteja a ser penalizada pelos acordos comerciais e pelo fortalecimento do dólar, há ainda potencial de valorização a médio prazo”, afirmou Tim Waterer, analista da KCM Trade.
O índice do dólar mantém-se perto de máximos de duas semanas, tornando o ouro mais caro para investidores que usam outras moedas. A expectativa predominante é de que a Fed mantenha as taxas de juro inalteradas, embora possíveis dissidências dentro do comité possam indicar divergências crescentes sobre o rumo da política monetária.
Entre os restantes metais preciosos, a prata desliza 0,05% para 38,20 dólares, a platina recua 0,85% para 1384,77 dólares por onça e o paládio desce 1,7% para 1225,44 dólares.




























































