Os preços do crude estão a registar valorizações esta manhã, enquanto os avanços nas negociações comerciais impulsionam o sentimento do mercado. Depois do acordo dos Estados Unidos da América (EUA) com o Japão e de um entendimento com Bruxelas estar cada vez mais próximo, foi a vez de a Índia dar um passo em frente. O ministro do Comércio, Piyush Goyal, afirmou estar confiante de que o país possa chegar a um pacto na próxima semana, enquanto o Brasil e o México procuram também alargar os laços comerciais.
Além disso, este fim-de-semana as delegações norte-americanas e chinesas vão reunir para tentar definir mais traços do acordo e alargar o prazo de 12 de Agosto.
Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – segue a ganhar 0,65% para os 66,46 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – está a valorizar 0,66% para os 69,64 dólares por barril. No acumulado da semana, o Brent ganhou 0,4% e o WTI caiu 1,4%.
A apoiar a subida estão ainda as reduções nos stocks de petróleo bruto nos EUA. Dados da Administração de Informação de Energia (EIA) mostraram que os inventários de crude caíram 3,2 milhões de barris na semana passada para 419 milhões de barris, muito mais do que a queda de 1,6 milhão de barris estimada pelos analistas da Reuters.
“À medida que a procura no Verão diminui e o aumento da oferta de petróleo bruto continua no Outono, acreditamos que os inventários vão aumentar acentuadamente”, disse Robert Rennie, do Westpac Banking, à Bloomberg, acrescentando ainda prever uma queda na cotação do Brent para 60 dólares por barril.
Os investidores começam também a antecipar a decisão da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), prevista para 3 de Agosto, sobre os níveis de produção do “ouro negro”.


























































