O Governo está a avançar com a distribuição de 100 tractores modificados com atrelados, destinados ao transporte das populações que vivem em zonas de difícil acesso e ao escoamento da produção agrícola para os mercados, numa medida considerada ajustada e inclusiva. A meta é expandir o programa para cerca de 400 unidades, que serão distribuídas por todas as províncias do País.
Inocêncio Impissa, porta-voz do Conselho de Ministros, explicou que o objectivo principal é assegurar alternativas eficazes de transporte para as comunidades rurais que enfrentam dificuldades devido à limitada transitabilidade das vias, facilitando o transporte das cargas agrícolas desde os campos até aos pontos de comercialização.
“Esta solução foi adaptada para locais onde os transportes convencionais são insuficientes ou inacessíveis”, afirmou Impissa, acrescentando que os tractores com atrelados são “carroçarias transformadas” equipadas com assentos com cintos de segurança e um espaço para mini-ambulâncias, destinado ao socorro de cidadãos com problemas de saúde durante o transporte.
A robustez destes veículos permite-lhes atravessar riachos e terrenos acidentados, condições em que os veículos convencionais normalmente não conseguem operar, especialmente nas zonas rurais mais remotas.
“Julgamos que, embora possam existir outras soluções, esta é a medida mais adequada no contexto actual para garantir a mobilidade dos nossos concidadãos”, concluiu Impissa.
O programa começou em 2024, com a introdução deste modelo de transporte no posto administrativo de Lunga, na província de Nampula. Recentemente, foram entregues os primeiros 12 tractores adaptados em Cabo Delgado, dando início à distribuição nacional.
Paulo Ricardo, presidente do conselho de administração do Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Comunicações (FTC), destacou que estes veículos foram especialmente adaptados para proporcionar “condições de transporte com conforto” em vias degradadas, alinhando-se à realidade das zonas rurais do País.
Apesar das críticas da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que considerou a medida uma “vergonha nacional” ao simbolizar um atraso no desenvolvimento da mobilidade rural cinco décadas após a independência, o Governo reafirma o compromisso de continuar a trabalhar para melhorar o acesso e a inclusão social das populações rurais.
Fonte: Lusa
























































