Moçambique contribuirá com cerca de 315 mil euros para o orçamento do secretariado-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para 2026, reforçando a sua posição como um dos principais financiadores da organização entre os Estados-membros africanos.
De acordo com a Lusa, o montante foi confirmado numa resolução aprovada na sexta-feira (18) durante a Conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP realizada em Bissau, onde também foi oficializada a nova presidência rotativa da Comunidade, agora detida pela Guiné-Bissau, substituindo São Tomé e Príncipe.
O orçamento da CPLP será de 3,5 milhões de euros em 2026, um aumento em relação aos anos anteriores. Em 2022 e 2023, a dotação foi de 2,7 milhões de euros e subiu para 3,2 milhões de euros em 2024. O aumento visa reforçar as actividades institucionais, diplomáticas e de cooperação entre os nove Estados-membros.
Entre os maiores contribuintes estão o Brasil (960 mil euros), Portugal (738 mil euros) e Angola (736 mil euros). Moçambique destaca-se como o quarto maior contribuinte, com 315 mil euros, à frente da Guiné Equatorial (255 mil euros), Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, que contribuem com 52 260 euros cada.
A reunião em Bissau foi precedida por reuniões preparatórias, incluindo a reunião dos pontos focais de cooperação, o Conselho de Segurança Alimentar, o Comité Permanente de Consulta (a nível de embaixadores) e o Conselho de Ministros, que reúne os chefes da diplomacia da CPLP.
Criada em 1996, a CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.



























































