A chanceler do Tesouro do Reino Unido, Rachel Reeves, anunciou uma parceria de infra-estruturas com o Governo sul-africano para impulsionar o investimento na maior economia de África, noticiou o Engineering News, nesta sexta-feira, 18 de Julho.
Segundo informou, o acordo, anunciado na cidade portuária sul-africana de Durban, à margem de uma reunião do Grupo dos 20 (G20), visa acelerar a entrega de grandes projectos de infra-estruturas no país, que se esforça por eliminar um atraso que está a impedir o crescimento económico.
A economia da África do Sul cresceu menos de 1% ao ano, em média, durante mais de uma década.
No âmbito da parceria, Rachel Reeves afirmou que o Reino Unido oferecerá à África do Sul conhecimentos técnicos para preparar um conjunto de projectos para investimento. A governante citou um programa semelhante com o Peru como modelo para a colaboração.
“A experiência britânica será utilizada para eliminar estas barreiras à construção, acelerando uma série de projectos para os quais as empresas inglesas estão bem posicionadas para ganhar concursos”, declarou o Tesouro do Reino Unido num comunicado na quinta-feira (17), destacando que tal “ajudará o crescimento e o desenvolvimento na África do Sul e ajudará também a Grã-Bretanha a obter um melhor retorno dos seus investimentos no país.”
O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa estimou 4,8 biliões de rands (268,6 mil milhões de dólares) necessários para investimentos em infra-estruturas públicas e privadas até 2030 para atingir os seus objectivos. O Tesouro do país alocou 1 bilião de rands (55,9 mil milhões de dólares) para infra-estruturas públicas nos próximos três anos.
O défice de infra-estruturas públicas da África do Sul varia desde instalações inadequadas de tratamento e abastecimento de água até à necessidade de investimento em linhas de transmissão de energia e na reabilitação de centros urbanos degradados em grandes áreas metropolitanas, como Durban e Joanesburgo.
Por sua vez, o ministro sul-africano das Obras Públicas e Infra-estruturas, Dean Macpherson, destacou que o seu departamento procura impulsionar o investimento nas cidades através de mais financiamento privado. O responsável lamentou o facto de muitos municípios devolverem as verbas destinadas à infra-estrutura ao Tesouro Nacional por não terem os conhecimentos especializados necessários para implementar os projectos.
“Ao injectar conhecimentos técnicos e apoio à execução em projectos paralisados” por meio da parceria, “o departamento pretende usar edifícios abandonados e terrenos baldios do Estado para impulsionar o crescimento económico e criar empregos”, acrescento Macpherson no comunicado.
Com um comércio bilateral de 7,7 mil milhões de dólares, o Reino Unido é o sétimo maior parceiro comercial da África do Sul e um dos seus maiores investidores. Faz também parte da Parceria para a Transição Energética Justa entre a África do Sul e algumas das nações mais ricas do mundo. Ao abrigo desse acordo, 8,3 mil milhões de dólares em financiamento climático poderão ser canalizados para o país africano.


























































