As principais praças asiáticas conseguiram pôr de lado todo o drama em torno do presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, e da sua possível demissão, terminando a sessão desta quinta-feira (17) em alta, com os investidores a prepararem-se para uma série de resultados das principais empresas tecnológicas. Após o fecho da negociação, a TSMC apresentou as suas contas ao mercado, revelando um aumento de mais de 60% dos lucros no segundo trimestre, para 398,3 mil milhões de dólares de Taiwan (11,66 mil milhões de euros à taxa de câmbio actual) – o melhor resultado de sempre do fabricante de semicondutores.
Ainda sem o impacto destes resultados, mas com o sector tecnológico a apontar para uma sessão em grande na Europa, o Hang Seng, de Hong Kong, encerrou com ganhos de 0,07%, enquanto o Shanghai Composite conseguiu acelerar 0,32%. Já pelo Japão, o Nikkei 225 e o Topix seguiram a tendência altista, com valorizações de 0,5% e 0,7%, respectivamente.
Estes ganhos aconteceram apesar da queda abrupta da Seven & I Holdings. A retalhista japonesa afundou 8,82% em bolsa, depois de a canadiana Alimentation Couche-Tard ter desistido de adquirir a empresa por 47 mil milhões de dólares. Se tivesse acontecido, teria sido a maior aquisição de sempre de uma empresa japonesa por uma estrangeira, mas a retalhista canadiana acabou por deixar cair o takeover por terra, citando falta de empenho do outro lado para fazer o negócio acontecer.
Nas restantes praças asiáticas, o australiano S&P/ASX 200 conseguiu acelerar 0,9%, enquanto o sul-coreano cresceu apenas 0,07%. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, com o Euro Stoxx 50 a saltar 0,6%.
Estes movimentos acontecem apesar da especulação que se viveu na quarta-feira em torno de uma possível demissão de Jerome Powell da presidência da Fed norte-americana. Depois de uma série de jornais terem revelado que Donald Trump estaria disposto a afastar Powell do cargo, perguntando mesmo a um grupo de congressistas republicano se o deveria fazer, Trump veio, mais tarde, negar os rumores e afirmar que a sua administração “não está a planear fazer nada” – apesar de mostrar “muita preocupação” com o que diz ser a inacção da Fed face à política monetária.























































