Depois de três dias consecutivos de queda, o petróleo está a conseguir recuperar algum do terreno perdido, embora em pequena escala. Os investidores encontram-se a reagir a uma nova actualização dos stocks de crude dos Estados Unidos da América (EUA), bem como à tensão entre Donald Trump e Jerome Powell, que introduziu alguma volatilidade nos mercados na sessão de quarta-feira (16).
Nesta manhã, o Brent – de referência para o mercado europeu – avança na linha de água, crescendo apenas 0,09% para 68,58 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,21% para 66,52 dólares. Nas três últimas sessões, os dois benchmarks desvalorizaram mais de 2%, com a guerra comercial a eclipsar as possíveis novas sanções à Rússia por parte de Washington.
“A curto prazo, o mercado está a preferir focar-se nas reservas de crude e diesel relativamente baixas na Europa e nos EUA, com esta escassez a dar força aos preços”, explica Zhou Mi, analista da Chaos Ternary Futures, à Bloomberg. No entanto, o especialista não descarta que, a médio prazo, o petróleo volte a uma tendência de perda, considerando o crescimento da oferta por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) e o impacto da guerra comercial nas economias.
De acordo com dados revelados na quarta-feira, os stocks de crude diminuíram nos EUA na última semana – indicando um reforço da procura -, apesar das reservas de produtos destilados, que incluem combustíveis, terem registado um crescimento. Mesmo assim, encontram-se no nível sazonal mais baixo desde 1996.























































