A produção de alumínio na Mozal, a maior indústria nacional, cresceu 12% até Março, em comparação com igual período do ano anterior, totalizando 265 mil toneladas. A informação consta de um relatório financeiro divulgado pela South32, empresa mineradora australiana que detém a fundição, com dados referentes ao primeiro trimestre de 2025.
Segundo o relatório, citado esta quarta-feira, 16 de Julho, pela Lusa, o aumento da produção resulta da retoma das actividades na sequência do plano de mitigação dos impactos da agitação civil registada no País no final de 2024, após as eleições gerais de Outubro.
“As condições operacionais em Moçambique melhoraram durante o primeiro trimestre de 2025, permitindo que a fundição se aproximasse das taxas de produção nominais para concluir o período”, lê-se no documento, que mantém a previsão anual de produção em 350 mil toneladas de alumínio, a partir da unidade localizada no distrito de Boane, província de Maputo.
Contudo, a empresa adverte para a ausência de alternativas viáveis de fornecimento de energia renovável, à escala necessária, após o termo do actual contrato, em Março de 2026. A South32 afirma estar “a trabalhar com a empresa sul-africana Eskom e com o Governo com vista à extensão do fornecimento de energia hidroeléctrica à fundição.”
“Continuamos focados em finalizar um novo acordo de fornecimento de energia durante o ano civil de 2025, de modo a permitir que a fundição continue a operar e a manter a sua contribuição substancial para a economia de Moçambique”, refere o documento.
O aumento da produção resulta da retoma das actividades na sequência do plano de mitigação dos impactos da agitação civil registada no País no final de 2024, após as eleições gerais de Outubro
O Governo garantiu na terça-feira, 15 de Julho, que o fornecimento de energia à Mozal não está em causa, defendendo, no entanto, que este passe a ser feito através da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM).
“É nosso interesse que a Mozal continue a ter energia suficiente. É interesse também do Governo que quem fornece energia passe a ser a EDM”, declarou o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa. Actualmente, a contratação é feita directamente com a Eskom, que compra energia à Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).
O chefe do Estado, Daniel Chapo, confirmou no dia 23 de Junho que o processo de reversão energética vai avançar em 2030, com o fim do contrato de exportação de electricidade para a África do Sul, em vigor desde 1979. O objectivo é que Moçambique passe a controlar integralmente a fonte de geração da energia produzida pela HCB. A Estratégia para a Transição Energética até 2050 prevê que, a partir de 2030, o País repatrie a electricidade actualmente exportada (entre 8 e 10 TWh) e adicione cerca de 2 GW de nova capacidade hidroeléctrica até 2031


























































