As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira (16) divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que novos dados económicos apontam para um primeiro impacto das tarifas nos Estados Unidos da América (EUA), com os produtores a passarem os custos para os consumidores. Também no Reino Unido o cenário é alarmante, com a inflação a subir mais do que o antecipado e a atingir os 3,6% – um crescimento que se deve, em grande parte, a um aumento dos preços alimentares –, atirando a negociação de futuros europeus para o vermelho.
Ainda no campo tarifário, Donald Trump revelou que as taxas aduaneiras a produtos farmacêuticos e a semicondutores, prometidas no início do mês, podem chegar já no dia 1 de Agosto – data prevista para a implementação de tarifas a vários países e à União Europeia. Neste contexto, a fabricante de chips ASML está mais pessimista e, na apresentação de resultados do segundo trimestre, afirmou que não consegue garantir crescimento para 2026.
Pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, conseguiu terminar à tona, crescendo 0,13% e animado pelo sector tecnológico, que continua a celebrar o levantamento de algumas restrições à exportação de chips da Nvidia para território chinês. Por sua vez, o Shanghai Composite não conseguiu sobreviver ao pessimismo que se vive nos mercados esta quarta-feira e caiu 0,09%.
No Japão, o Nikkei 225 e o Topix seguiram a mesma tendência, registando perdas respectivas de 0,06% e 0,19%, enquanto o australiano S&P/ASX 200 cedeu 0,8%. Por sua vez, o sul-coreano Kospi registou uma das maiores quedas entre os seus pares asiáticos, ao cair 1%.























































