As autoridades de saúde confirmaram, esta quarta-feira (16), um novo caso positivo de mpox, elevando para quatro o número total de infecções registadas no País, todos localizados na província do Niassa. Segundo o mais recente boletim diário divulgado pela Direcção Nacional de Saúde Pública, relativo ao período de 11 a 15 de Julho, além dos quatro casos positivos há, neste momento, nove pessoas em isolamento e 27 contactos sob acompanhamento pelas equipas sanitárias.
Ainda nas últimas 24 horas, foram registados cinco novos casos suspeitos da doença, não só em Niassa mas igualmente na província de Tete, aguardando-se o resultado dos testes laboratoriais correspondentes.
Até ao momento, não se verificaram óbitos associados ao surto actual de mpox em Moçambique. O Governo confirmou que os casos positivos detectados têm origem no vizinho Maláui, país onde o surto já atingiu cerca de meia centena de pessoas.
Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, trata-se de cidadãos nacionais que viajaram entre Maláui e Moçambique e que, após diagnóstico, foram colocados em quarentena no distrito de Lago, província de Niassa, para evitar a propagação da doença a outras regiões do território nacional.
As autoridades de saúde asseguram que a situação está sob controlo e que foram reforçadas as medidas de vigilância e isolamento, nomeadamente para garantir que o surto permaneça circunscrito ao distrito fronteiriço. Todos os doentes encontram-se clinicamente estáveis, em isolamento domiciliário, sob monitoria das autoridades sanitárias.
De acordo com o Ministério da Saúde, estes são os primeiros casos de mpox registados em Moçambique no actual surto que afecta vários países da África Austral. Entre 1 de Janeiro e 8 de Julho, foram reportados 77 458 casos de mpox em 22 países, com um total de 501 óbitos. Na região, além de Moçambique, foram identificados casos anteriores na República Democrática do Congo, Angola, Maláui, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia.
A mpox, doença viral zoonótica identificada pela primeira vez em 1970 na República Democrática do Congo, foi declarada pela Organização Mundial da Saúde, em Agosto de 2024, como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, na sequência do aumento significativo de casos, óbitos e expansão geográfica.
Fonte: Lusa





















































