O Governo da província da Zambézia anunciou, esta segunda-feira (14), que necessita de mais de 1,5 mil milhões de meticais (2 milhões de dólares) para reconstruir diversas infra-estruturas públicas danificadas durante as recentes manifestações pós-eleitorais.
Leo Saíde, director das Finanças do Governo provincial, afirmou que as prioridades são os distritos de Namacurra e Mocubela, onde as sedes administrativas e residências oficiais dos administradores distritais foram destruídas por completo durante os protestos que eclodiram após as eleições gerais de 2024.
“Estamos especialmente preocupados com Namacurra e Mocubela, pois nestes distritos as residências dos administradores e as direcções distritais foram totalmente destruídas”, declarou Saíde, acrescentando que, embora o financiamento necessário não esteja ainda disponível, o Executivo provincial já integrou estas necessidades no orçamento de investimento actualmente em fase de aprovação pelas entidades competentes.
O dirigente revelou que o Governo provincial espera garantir, no actual mandato, as verbas para reconstruir e restaurar o funcionamento pleno das administrações distritais afectadas.
Moçambique enfrentou quase cinco meses de tensão social após as eleições gerais de 2024, que resultaram na morte de pelo menos 80 pessoas, embora números de fontes independentes indiquem até 400 mortes.
As manifestações, convocadas inicialmente por Venâncio Mondlane, ex-candidato presidencial, resultaram também na destruição de 1677 estabelecimentos comerciais, 177 escolas e 23 unidades sanitárias em várias regiões do País.
Em Março, os partidos políticos com representação parlamentar e o Presidente da República, assim como líderes locais, assinaram compromissos políticos visando reformas e o fim da violência pós-eleitoral, num esforço para restaurar a estabilidade no País.
Fonte: Lusa
























































