A IBM, multinacional norte-americana de tecnologia, anunciou recentemente a sua nova linha de chips e servidores Power11, com o objectivo principal de facilitar a adopção de Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo. Segundo a empresa, os novos sistemas são mais eficientes em termos de energia do que as opções concorrentes, como os chips da Intel e da AMD, especialmente em data centers.
A linha Power da IBM compete tradicionalmente com soluções de empresas como a Intel e a AMD, e é amplamente adoptada em sectores como serviços financeiros, manufactura e saúde, onde a procura por processamento intensivo de dados é elevada. Tal como os servidores da Nvidia, concebidos para a criação e treino de modelos de IA, os sistemas Power11 integram chips e software num único pacote.
Tom McPherson, gestor geral da divisão Power Systems da IBM, salientou que a principal vantagem dos sistemas Power11 é a integração entre os seus componentes, concebida para aumentar a fiabilidade e a segurança. Uma das inovações mais significativas da linha Power11 é a eliminação do tempo de inactividade programado para actualizações de software, uma característica que visa minimizar o impacto da manutenção nos processos de negócios.
Para além disso, a segurança foi um dos pontos fulcrais no desenvolvimento dos novos chips. O sistema Power11 tem a capacidade de detectar e responder a ataques de ransomware em menos de um minuto, oferecendo uma camada adicional de protecção contra as ameaças cibernéticas, que se tornaram cada vez mais sofisticadas e prejudiciais para as empresas globais.
Os sistemas Power11 estarão disponíveis a partir de 25 de Julho, com a IBM a planear integrá-los com o seu chip Spyre AI até ao final do ano. A empresa afirma que não está a tentar competir directamente com a Nvidia quando se trata de desenvolver sistemas de Inteligência Artificial para formação, mas que o seu foco está em simplificar a utilização da IA no processo de inferência, ou seja, quando a IA é aplicada para acelerar as tarefas empresariais de forma mais eficiente.
Embora a IBM não esteja a procurar rivalizar com empresas como a Nvidia na formação de IA, a sua proposta com o Power11 visa preencher uma lacuna na utilização prática desta tecnologia. Ao permitir que as empresas implementem soluções de IA mais facilmente e sem grandes interrupções operacionais, a empresa espera atrair um novo nicho de clientes que procuram robustez e escalabilidade, sem a complexidade técnica associada ao desenvolvimento de modelos de machine learning.
Fonte: Exame


























































