O barril de petróleo está a valorizar mais de 1% esta segunda-feira (14), depois de na sessão anterior ter acelerado quase 3%, numa altura em que os EUA estudam possíveis sanções à Rússia – o que pode vir a impactar, de forma significativa, a entrada de crude nos mercados internacionais. Os ganhos estão, no entanto, a ser limitados por um aumento inesperado na produção da Arábia Saudita e por toda a incerteza em torno das tarifas de Donald Trump, após o anúncio de taxas aduaneiras de 30% sobre as importações europeias e mexicanas.
O West Texas Intermediate, referência norte-americana, avança 1,18% para 69,26 dólares o barril, enquanto o Brent, benchmark europeu, valoriza 1,12% para 71,15 dólares. No domingo, o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) prometeu que vai enviar mísseis de defesa Patriot para a Ucrânia, numa altura em que Moscovo não mostra abertura para alcançar um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia.
Donald Trump prometeu um “grande anúncio” em relação à Rússia para esta segunda-feira. O Presidente não deu detalhes aos jornalistas, mas há um projecto legislativo a ganhar força no Congresso, que colhe apoios democratas e republicanos e que prevê a implementação de novas sanções à Rússia. Também na União Europeia se está a preparar um novo pacote de sanções contra Moscovo.
Na semana passada, os dois benchmarks cresceram mais de 2%, apesar dos avisos da Agência Internacional de Energia (EIA) de que a procura por petróleo deverá crescer ao menor ritmo desde 2009 este ano – isto se excluirmos o primeiro ano de pandemia. A EIA revelou que espera que o consumo de petróleo cresça apenas 700 mil barris por dia em 2025, uma revisão em baixa dos 720 mil barris esperados anteriormente, muito devido à fraca procura registada no segundo semestre.
No seu relatório mensal, a agência revelou ainda que a Arábia Saudita tem ultrapassado a quota imposta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, extraindo mais 430 mil barris por dia de crude do que o previsto – uma acusação que o ministro da Energia do país rejeita.
























































