As principais praças asiáticas encerraram a penúltima sessão da semana maioritariamente em alta, apesar do optimismo não ter chegado ao Japão.
Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, com os mercados a continuarem a mostrar a sua resiliência contra as tensões comerciais que marcam as relações internacionais entre os Estados Unidos da América (EUA) e os seus parceiros, depois de o Presidente norte-americano Donald Trump ter endurecido a narrativa e ter afirmado que as tarifas de 50% sobre o cobre iam mesmo avançar a 1 de Agosto.
Além disso, o Presidente dos EUA enviou uma nova leva de cartas a uma série de países, nomeadamente Argélia, Líbia, Iraque, Brunei, Moldávia, Filipinas e Brasil, informando-os das tarifas que pretende aplicar aos seus produtos a partir de 1 de Agosto.
As taxas aduaneiras variam entre os 20% e os 50%, com a economia brasileira a ser a mais afectada, devido ao seu papel nos BRICS – grupo de países emergentes que têm ameaçado o poderio do dólar com a criação de uma nova moeda.
Apesar do engrossar das tensões comerciais, os principais índices chineses conseguiram terminar a sessão em alta, com o Hang Seng, de Hong Kong, a acelerar 0,3% e o Shanghai Composite a crescer 0,6%. Já pela Austrália, o S&P/ASX 200 ganhou 0,6%, enquanto o rally do sul-coreano Kospi não parece conhecer travões, com o índice a valorizar 1,31%, depois de o banco central do país ter mantido as taxas de juro no valor mais baixo dos últimos três anos.
No entanto, o optimismo não chegou ao Japão, com o Nikkei 225 e o mais abrangente Topix a caírem 0,50% e 0,69%, respectivamente. O país continua a registar uma procura fraca nas suas idas ao mercado obrigacionista e o aproximar de eleições só está a dificultar este cenário, com os analistas a apontarem para uma crescente dívida pública.


























































