O Governo angolano aumentou o preço do gasóleo em 33%, elevando o custo para 0,44 dólares por litro, desde sexta-feira, 4 de Julho. Esta medida faz parte da eliminação progressiva dos subsídios aos combustíveis, uma estratégia adoptada pelo Executivo para estabilizar as finanças públicas.
Este é o segundo aumento do preço do gasóleo este ano, reforçando a continuidade da redução gradual dos subsídios iniciada em 2023. O Governo segue as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI), que sugere o controlo da pressão fiscal e da dívida externa crescente.
A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, explicou à Reuters que, em 2023, os subsídios aos combustíveis representavam cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola. “A eliminação progressiva desses subsídios visa libertar recursos financeiros que poderão ser canalizados para outras prioridades governamentais”, afirmou.
O FMI recentemente reviu em baixa as previsões de crescimento económico de Angola para 2025, passando de 3% para 2,4%. A redução das receitas do petróleo e as condições mais restritivas de financiamento externo foram apontadas como os principais factores que afectam as perspectivas de crescimento do país.
Além da crise fiscal, Angola enfrenta o desafio de pagar uma dívida externa de aproximadamente 9 mil milhões de dólares no próximo ano, incluindo uma eurobond com vencimento em Novembro de 2025. A elevada dependência das receitas do petróleo torna o país vulnerável a variações nos preços internacionais do crude.
Embora o preço do gasóleo tenha subido, os preços da gasolina e do gás de petróleo liquefeito (GPL) permanecem inalterados. O Governo tem adoptado uma abordagem cautelosa e gradual na implementação dos aumentos, tentando equilibrar as reformas económicas com a necessidade de manter a estabilidade social.
Embora o aumento do preço da gasolina em 2023 tenha levado a protestos violentos, não se registaram distúrbios após o aumento do preço do gasóleo na sexta-feira. A estratégia gradual do Governo visa evitar tensões sociais, ao mesmo tempo que responde às exigências fiscais e económicas do país.
Fonte: Reuters

























































