As principais praças asiáticas encerraram a segunda sessão da semana maioritariamente em alta, numa altura em que, apesar de o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ter ameaçado uma série de países com cartas a revelarem a magnitude das tarifas que podem vir a enfrentar, também deixou a porta aberta a negociações, antes de as taxas aduaneiras entrarem em vigor a 1 de Agosto. No entanto, o optimismo dos investidores não parece ter chegado à Europa, com a negociação de futuros a apontar para uma abertura no vermelho.
Mais de uma dezena de países – a maioria asiáticos – receberam cartas de Washington esta segunda-feira, 7 de Julho, com o Japão e a Coreia do Sul a serem galardoados com as menores tarifas. Os produtos oriundos dos dois países vão passar a enfrentar taxas aduaneiras de 25% à entrada nos EUA, o mesmo valor que a Malásia e o Cazaquistão, caso estes países não cheguem a um acordo com a Casa Branca. Já para Laos e Myanmar, Donald Trump reservou as tarifas mais severas, de 40%. Caso decidam retaliar, os EUA vão acrescentar uma sobretaxa de 25% às taxas que vão cobrar.
Neste contexto, os japoneses Nikkei 225 e Topix encerraram em alta, com ganhos respectivos de 0,32% e 0,20%, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite aceleraram 0,75% e 0,67%. “Os mercados parecem estar cansados das crises”, explicou Fabiana Fedeli, analista da M&G Investment Management, à Bloomberg. “Aprendemos que podemos ter grandes eventos de risco e que, no final, nada acontece realmente. Por isso, os investidores continuam a investir”, conclui.
Nas restantes praças asiáticas, o sul-coreano Kospi valorizou 1,47%, enquanto o australiano S&P/ASX 200 caiu 0,23%, isto depois de o banco central do país ter decidido manter as taxas de juro inalteradas em 3,85% – um movimento que não era esperado pelos analistas, que antecipavam uma redução.
Já no que diz respeito à União Europeia, um novo acordo comercial parece estar no horizonte. Washington ofereceu a Bruxelas um acordo que deixa as tarifas nos 10%, excepto para sectores classificados como “sensíveis”. O bloco de 27 países está determinado a alcançar um entendimento preliminar ainda esta semana, construindo caminho para um acordo definitivo antes da data limite de 1 de Agosto.























































