Os preços do petróleo estão a cair ligeiramente esta terça-feira (8), depois de terem acelerado quase 2% na sessão anterior, com a abertura de Donald Trump para negociar a magnitude das tarifas com os seus parceiros comerciais a eclipsar o aumento da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados(OPEP+) previsto para Agosto – um incremento superior ao adoptado nos três meses anteriores.
O West Texas Intermediate, referência norte-americana, cede 0,32% para 67,71 dólares por barril enquanto o Brent, referência europeia, derrapa 0,24% para 69,27 dólares.
Apesar da política de abrir cada vez mais as torneiras, os níveis de produção dos países membros da OPEP não aumentaram nas quantidades apresentadas pela organização. De acordo com analistas citados pela Reuters, a maior parte dos aumentos foi feita pela Arábia Saudita, que está determinada a recuperar a sua quota de mercado, enquanto os outros países ficaram para trás.
Na sua próxima reunião, a 3 de Agosto, a OPEP deverá decidir um novo aumento da oferta de 550 mil barris por dia em Setembro. O cartel já quase reverteu os cortes de produção de 2,2 milhões de barris por dia que tinha adoptado para aumentar os preços do petróleo – uma decisão que custou à organização uma quota de mercado.
Nos Estados Unidos, há sinais de que a procura de crude continua forte, numa altura em que chegou a época alta do consumo desta matéria-prima e em que se estima que 72,2 milhões de americanos viajaram mais de 80 quilómetros para celebrar o Dia da Independência do país (4 de Julho) – um número recorde.
“A procura imediata mantém-se saudável devido a factores sazonais. No entanto, a questão é se continuará a ser suficientemente forte para absorver a oferta superior à esperada da OPEP+”, explica Emril Jamil, analista sénior da LSEG Oil Research, à Reuters.




























































