O ecossistema de startups de África passou por uma profunda transformação nos últimos anos, impulsionado pela inovação, pelo aumento dos investimentos e pela rápida expansão da economia digital. Em 2025, o continente está a consolidar-se como um centro global para startups e actividades empreendedoras, com vários ecossistemas a dar passos significativos em termos de escala e sofisticação.
O Índice Global do Ecossistema de Startups da StartupBlink – um mapa global do ecossistema de startups -, publicado anualmente desde 2017, classifica 1473 cidades e 118 países em todo o mundo, fornecendo uma visão abrangente do panorama global destas empresas tecnológicas.
Os dados que mostram o crescimento das startups a nível global revelam que a Ásia-Pacífico lidera todas as regiões, com uma expansão de +27,4%. A Europa segue com +26,2%, com o Médio Oriente e África logo atrás com +24,9%.
As classificações advêm de centenas de milhares de pontos de dados, processados através de um algoritmo proprietário que avalia os ecossistemas em três subpontuações principais: quantidade (o nível de actividade das startups), qualidade (o sucesso e o impacto dessas actividades) e ambiente de negócios (a propensão geral do ecossistema para o crescimento das startups).
Esta metodologia rigorosa e baseada em dados considera factores como o número de startups, o acesso a financiamento e a presença de estruturas de apoio, como aceleradoras e espaços de colaboração. Além disso, fornece informações valiosas sobre tendências emergentes, destaca modelos de ecossistemas bem-sucedidos e identifica áreas que precisam de intervenção estratégica, capacitando formuladores de políticas, investidores e construtores de ecossistemas a tomar decisões informadas que podem acelerar a inovação sustentável e o desenvolvimento económico em todo o continente.
Crescimento das startups nas regiões africanas de acordo com a StartupBlink
O relatório da StartupBlink sobre África destaca um continente em plena transformação no seu ecossistema de startups, com um crescimento regional desigual, mas dinâmico.
A África Austral lidera com um aumento de 24,9% nas startups, apoiada por infra-estruturas maduras, sistemas financeiros fortes e apoio político. Já a África Setentrional segue com um crescimento de 22,9%, impulsionado por uma população digital jovem, colaboração transfronteiriça e redes de apoio em expansão.
A região Ocidental regista um crescimento de 16,4%, impulsionado pela inovação em tecnologia financeira e energia empreendedora, embora prejudicado por desafios estruturais e regulatórios. A África Oriental apresenta um crescimento moderado de 6,1%, com progressos na tecnologia agrícola e na mobilidade, apesar das lacunas nas infra-estruturas.
Já a África Central fica para trás, com um crescimento de apenas 1,9%, reflectindo limitações profundamente enraizadas, mas também um potencial significativo ainda por explorar.
Apesar dos desafios persistentes, como lacunas nas infra-estruturas, capital limitado e obstáculos regulamentares, os sectores empreendedor e digital de África estão a ganhar força O crescimento é impulsionado não apenas pelo número de startups, mas também por ecossistemas cada vez mais favoráveis, com melhores políticas, aumento de talentos tecnológicos, melhor acesso a financiamento e centros de inovação prósperos que estimulam a economia digital do continente.
Abaixo, a tabela com os dez principais países africanos que lideram o ecossistemas de startups em 2025.

Fonte: Business Insider Africa



























































