Um mercado comum é o resultado de um acordo entre um grupo de países que visa aplicar as mesmas tarifas e procedimentos, criando uma associação comercial.
O objectivo é facilitar essas transacções económicas para todos os envolvidos e, assim, fortalecer o grupo como um todo.
A formação de um mercado comum entre países tem o potencial de beneficiá-los de várias maneiras:
- Primeiro, como o mercado comum envolve necessariamente a livre circulação dos meios de produção leva a uma alocação mais eficiente desses meios. Como resultado, as economias crescem e fortalecem-se;
- Segundo, a eliminação das fronteiras expande o mercado consumidor de cada país, aumentando a procura. Desta forma, as empresas têm mais espaço para se expandir;
- Em terceiro lugar, a concorrência também se torna mais acirrada. Como consequência, as empresas com problemas acabam por sair do mercado, o que beneficia os consumidores, que poderão comprar nos melhores fornecedores.
Riscos do mercado comum
Apesar das suas vantagens, um mercado comum também pode trazer riscos.
- O primeiro é que, se os países membros estiverem em situações socioeconómicas muito diferentes, os mais frágeis podem sofrer. Por exemplo, as suas empresas nacionais perderão terreno para os produtos importados (que chegarão a preços competitivos, graças à eliminação das barreiras), enquanto a sua população migrará em grande escala para outros países.
- Outro risco grave está ligado precisamente a essa tendência de as pessoas se mudarem para um determinado país do mercado comum, por causa das melhores condições de vida que oferece.
O problema é que, com o aumento da população resultante da migração, essas condições podem acabar por piorar, devido à falta de capacidade para ‘albergar’ todos. Como resultado, os salários diminuem e os serviços públicos, como a saúde e a educação, tornam-se ineficientes.
Fonte: Mais Retorno




























































