As exportações de Moçambique para a China subiram 12,2% nos primeiros cinco meses de 2025, atingindo 45,7 mil milhões de meticais (720 milhões de dólares), segundo dados divulgados esta quinta-feira, 26 de Junho, pelos Serviços de Alfândega da China, citados pela Lusa.
De acordo com os números, o País destacou-se como uma das raras excepções positivas entre os Estados de língua portuguesa, num contexto de queda acentuada das vendas para o mercado chinês.
No total, os países lusófonos exportaram 3 biliões de meticais (47,6 mil milhões de dólares) para a China entre Janeiro e Maio, o que representa uma descida de 18,5% face ao mesmo período de 2024. Este é o valor mais baixo para os primeiros cinco meses do ano desde 2020, quando a pandemia de covid-19 afectou o comércio global.
O recuo das exportações foi liderado pelo Brasil, o maior fornecedor lusófono da China, cujas vendas caíram 21,3%, para 2,43 biliões de meticais (38,4 mil milhões de dólares). Também Angola, segundo principal parceiro comercial chinês no bloco, registou uma queda de 3,5%, com exportações no valor de 437,3 mil milhões de meticais (6,91 mil milhões de dólares).
Portugal, por sua vez, viu as suas vendas para o mercado chinês diminuírem 7,1%, totalizando 72,8 mil milhões de meticais (1,15 mil milhões de dólares).
À semelhança de Moçambique, São Tomé e Príncipe também registou uma variação positiva, embora em valores muito baixos: as suas exportações para a China mais do que quadruplicaram, mas sem ultrapassar 952 mil meticais (15 mil dólares). A Guiné-Bissau não realizou qualquer venda para o mercado chinês no período em análise.
As exportações de Moçambique para a China subiram 12,2% nos primeiros cinco meses de 2025, atingindo 45,7 mil milhões de meticais (720 milhões de dólares)
No sentido inverso, as exportações chinesas para os países de língua portuguesa registaram um crescimento de 1,6%, totalizando 2,197 biliões de meticais (34,6 mil milhões de dólares) — o valor mais alto para este período desde que o Fórum de Macau começou a divulgar estes dados, em 2013.
Segundo os Serviços de Alfândega da China, o recorde foi impulsionado sobretudo por Angola, que aumentou as suas importações da China em 72,6%, para 146,8 mil milhões de meticais (2,32 mil milhões de dólares). Apesar de uma ligeira descida de 1,9%, o Brasil manteve-se como o principal comprador, com aquisições próximas dos 1,771 biliões de meticais (28 mil milhões de dólares).
Portugal aparece em segundo lugar, com importações no valor de 171,3 mil milhões de meticais (2,71 mil milhões de dólares), uma subida de 6,2%. Angola completa o pódio.
No conjunto, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos atingiram 5,216 biliões de meticais (82,1 mil milhões de dólares) nos primeiros cinco meses de 2025, o que representa uma queda de 11,1% face ao período homólogo. A China registou um défice comercial de 825 mil milhões de meticais (13 mil milhões de dólares) com o bloco lusófono nesse intervalo.




























































