A empresa britânica Altona Rare Earths, cotada na Bolsa de Londres, anunciou a assinatura de um acordo de confidencialidade (NDA) com um grupo internacional da indústria de metais críticos, com vista a um potencial investimento estratégico no projecto Monte Muambe, localizado na província de Tete, em Moçambique. O projecto envolve a exploração de terras raras e gálio, elementos considerados fundamentais para a transição energética e tecnologias de ponta, informou na sexta-feira, 13 de Junho, o portal de notícias Mining Weekly.
De acordo com uma nota de imprensa da empresa, amostras de minério do depósito foram enviadas para uma análise independente por parte do potencial parceiro, no quadro de uma revisão técnica em curso dos dados do projecto. A Altona destaca este desenvolvimento como um “avanço significativo” para o posicionamento do projecto no mercado global de matérias-primas críticas.
Além do foco nas terras raras, a empresa está também a avançar com o projecto de fluorite em Monte Muambe, cuja expansão recente tem vindo a atrair o interesse de operadores do mercado europeu. A Altona revelou ainda que está em vias de assinar um segundo acordo de confidencialidade com entidades europeias do sector da fluorite, com o objectivo de explorar colaborações nos domínios da extracção, fornecimento e financiamento faseado ao nível do projecto.
“Estamos a manter trocas de informação construtivas e céleres com os potenciais parceiros, no âmbito dos NDA já firmados. Esperamos poder actualizar o mercado à medida que estas negociações avancem para acordos comerciais concretos”, declarou a empresa em comunicado.

Matérias-primas críticas ganham relevância geopolítica
O interesse crescente pelo projecto Monte Muambe surge num contexto internacional de preocupação crescente com a segurança das cadeias de abastecimento de matérias-primas críticas. A Altona observa que, nos últimos anos, os riscos geopolíticos deixaram de ser meramente teóricos, tornando-se realidade com guerras comerciais, restrições às exportações por parte da China e impactos directos na produção industrial e defesa em várias economias ocidentais.
“Estamos a assistir a uma mudança clara entre a reflexão estratégica e os efeitos tangíveis sobre sectores de alta tecnologia e defesa. Este novo ambiente está a intensificar o interesse pelo Monte Muambe, um activo raro com vários elementos críticos em desenvolvimento”, afirmou o director executivo da Altona, Cedric Simonet.
Segundo o responsável, os marcos técnicos já alcançados no terreno, conjugados com o contexto geopolítico favorável, estão a abrir “oportunidades sólidas de parceria com operadores experientes” nos sectores das terras raras e da fluorite. A Altona compromete-se a manter os accionistas informados sobre o progresso das negociações e a evolução dos seus activos estratégicos em Moçambique, um País que se posiciona como novo protagonista no fornecimento global de matérias-primas essenciais para as tecnologias do futuro.

























































