A actividade empresarial sul-africana cresceu ao seu ritmo mais rápido em quatro anos em Maio, impulsionada por um aumento robusto da produção do sector privado e pela melhoria da confiança dos clientes, revelou um inquérito nesta quarta-feira (4).
De acordo com a Reuters, o Índice de Gestores de Compras (PMI) da S&P Global South Africa subiu de 50,0 em Abril para 50,8 em Maio, indicando crescimento, pela primeira vez, desde Novembro de 2024.
Uma leitura do PMI acima de 50 indica crescimento, enquanto abaixo de 50 aponta para uma contracção.
O indicador revelou uma melhoria marginal na saúde do sector privado, com as empresas a reportarem aumentos na produção, novas encomendas e inventários. O subíndice de produção atingiu o seu nível mais alto desde Maio de 2021, à medida que as organizações procuravam recuperar de uma recessão no primeiro trimestre, impulsionadas por novos projectos e aumento das encomendas internas.
Apesar das perspectivas positivas a nível interno, as encomendas de exportação continuaram a diminuir, embora a um ritmo mais lento do que em Abril, em parte devido ao impacto das tarifas dos Estados Unidos da América (EUA) no comércio externo. No entanto, a melhoria das condições da cadeia de fornecimento, incluindo prazos de entrega mais curtos, permitiu que as empresas aumentassem os inventários ao ritmo mais rápido desde há um ano.
“Os resultados do PMI de Maio vieram juntar-se aos sinais de um forte desempenho no segundo trimestre em toda a economia do sector privado. As empresas parecem estar a recuperar as vendas após um primeiro trimestre sem brilho, apoiando o aumento da actividade e das compras”, afirmou David Owen, economista sénior da S&P Global Market Intelligence.
Embora a inflação dos preços dos factores de produção tenha abrandado, permitindo que as empresas reduzissem os preços de venda pela segunda vez em três meses, os níveis de pessoal foram ligeiramente reduzidos, uma vez que as instituições referiram reestruturações e vagas por preencher.
No entanto, o optimismo em relação à produção futura cresceu para um máximo de três meses, impulsionado pelas expectativas de aumento da procura por parte dos clientes e pelo lançamento de novos produtos.





















































