O Banco da Reserva da África do Sul vai reunir-se nesta quinta-feira (29) para reduzir os custos dos empréstimos, numa tentativa de apoiar uma economia em dificuldades. Espera-se que, após este corte, a instituição faça uma pausa para avaliar os possíveis efeitos da guerra comercial promovida pelo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump.
Segundo uma sondagem da Bloomberg, a maioria dos economistas prevê que o Comité de Política Monetária, liderado pelo governador Lesetja Kganyago, decida pela redução da taxa de juro de referência. O corte deverá ser de 25 pontos base, o que colocará a taxa no valor mais baixo dos últimos dois anos, ou seja, em 7,25 %.
A possível redução surge num contexto de fragilidade económica, no qual o banco central procura aliviar a pressão sobre empresas e consumidores. A medida visa estimular o crescimento económico, que tem enfrentado diversos desafios, tanto internos como externos.
Além dos economistas, os investidores também antecipam um corte. Os contratos de taxas a prazo, usados para prever os custos futuros dos empréstimos, indicam uma probabilidade de 84% de uma redução de 0,25%.
Este cenário reforça a confiança de que o banco central tomará medidas para mitigar os efeitos negativos sobre a economia sul-africana. O mercado espera que, após o corte, a instituição adopte uma posição de espera para acompanhar o impacto da política externa dos EUA.
“A guerra comercial iniciada por Trump continua a gerar incertezas globais. Por isso, o banco central sul-africano deverá actuar com prudência, avaliando cuidadosamente os desdobramentos antes de decidir por novas alterações na taxa de juro”, concluíram os economistas.

























































