O barril de petróleo está a valorizar quase 2%, numa altura em que os mercados celebram a decisão de um tribunal norte-americano que considerou ilegais as tarifas “recíprocas” do Presidente Donald Trump. A decisão ainda pode ser revertida, mas, para já, alivia as preocupações dos investidores quanto a um possível abrandamento – ou mesmo recessão – da economia norte-americana.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os Estados Unidos da América (EUA) – está a valorizar 1,79% para os 62,95 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – avança 1,69% para os 66 dólares por barril. Na sessão anterior, os dois benchmarks tinham avançado mais de 1%, num dia em que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) se reuniram para rever as quotas de produção para este ano e para o próximo.
O cartel volta a reunir-se este sábado (31) e deve optar por uma nova abertura das torneiras, inundando o mercado petrolífero com mais 411 mil barris de crude por dia, numa altura em que a fraca procura pela matéria-prima tem feito “soar os alarmes” entre os investidores. “É expectável que o grupo volte a aumentar a sua produção até ao final do terceiro trimestre deste ano, numa tentativa de recuperar alguma da quota de mercado perdida”, explicaram os analistas do ING numa nota a que a Reuters teve acesso.
O ano tem sido negativo para os preços do petróleo. Desde meados de Janeiro, quando Trump assumiu as rédeas dos EUA, a matéria-prima tem perdido valor no mercado, com as tarifas norte-americanas a ameaçarem o crescimento económico global e, por conseguinte, o poder de compra dos consumidores. Apesar deste cenário, os stocks de crude no país voltaram a cair na semana passada, indicando uma procura reforçada por parte dos norte-americanos.


























































