O preço da onça de ouro atingiu mínimos de uma semana esta quinta-feira (29), numa altura em que o prémio de risco sobre o metal precioso continua a diminuir com o aliviar de tensões comerciais a nível global. O mais recente desenvolvimento nesta matéria veio por parte de um tribunal norte-americano, que considerou grande parte das tarifas da administração Trump ilegais – um revés para a política do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), que já prometeu recorrer do parecer.
O metal precioso recua 0,32% para 3276,86 dólares por onça, afastando-se cada vez mais dos máximos históricos que atingiu no mês passado, quando ultrapassou os 3500 dólares. A decisão do tribunal dos EUA está ainda a dar força ao dólar, que valoriza face a todas as suas principais rivais e atinge máximos de uma semana.
O índice do dólar, que mede a força contra um conjunto de outras divisas, voltou a negociar acima dos 100 pontos, com os investidores a ficarem mais optimistas em relação à economia norte-americana, num contexto em que as taxas aduaneiras de Trump podem estar fora de questão.
“As tarifas de Trump iam conduzir a economia dos EUA para um cenário de estagflação”, começa por explicar Yunosuke Ikeda, analista da Nomura, à Reuters, acrescentando que “é quase impossível saber se as taxas vão sair completamente anuladas com esta decisão. Mas, num cenário hipotético em que isto possa acontecer, é natural que se assista a uma recuperação do dólar.”
Neste contexto, o euro recua 0,15% para 1,1275 dólares, enquanto a libra perde 0,02% para 1,3466 dólares. Já o dólar avança 0,26% para 145,22 ienes.
Apesar do progresso desta quinta-feira, o índice do dólar continua a negociar com um saldo negativo de 8%. Os analistas estão cépticos que este cenário possa vir a ser revertido, uma vez que o parecer do tribunal norte-americano pode ainda ser revertido e arrastar-se numa longa batalha judicial.























































