As autoridades nacionais anunciaram no domingo, 25 de Maio, que há “indicações claras” de que os grupos armados responsáveis pelos recentes ataques na Reserva Especial do Niassa (REN), no Norte do País, estão em fuga e a abandonar a região. Apesar disso, o ambiente na província continua a ser descrito como “desafiante”, informou a agência Lusa.
“Continuamos ainda com um ambiente desafiante, mas temos indicações claras de que os insurgentes estão a deslocar-se para fora da reserva. Este cenário traz um sinal de esperança e abre espaço para pensarmos no futuro da área após este período de tensão”, afirmou Pejulo Calenga, director-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).
Os ataques registados em Abril na REN, atribuídos a supostos insurgentes ligados ao Estado Islâmico, resultaram em dois mortos e dois desaparecidos, segundo fontes oficiais. No entanto, os canais de propaganda do grupo terrorista reivindicaram três mortos.
Impacto negativo na conservação e turismo
Calenga explicou que, durante os confrontos, houve baixas entre elementos das forças de fiscalização e das Forças de Defesa e Segurança (FDS), sem avançar números. A instabilidade interrompeu também as actividades turísticas na reserva, consideradas vitais para a sustentabilidade da conservação ambiental naquela zona.
“Esta situação impactou negativamente a imagem da Reserva e interrompeu a actividade turística, que é vital para a sustentabilidade da conservação”, referiu o dirigente da ANAC.
“Continuamos ainda com um ambiente desafiante, mas temos indicações claras de que os insurgentes estão a deslocar-se para fora da reserva. Este cenário traz um sinal de esperança e abre espaço para pensarmos no futuro da área após este período de tensão.”
A ANAC fez saber que a situação na reserva está a ser monitorizada diariamente, com vista a garantir a sua normalização a curto prazo e permitir o relançamento das actividades económicas e ambientais na região.
Presidente Chapo fala em retirada dos terroristas
Por sua vez, o Presidente da República, Daniel Chapo, declarou na sexta-feira (23) que os terroristas que actuavam na REN foram combatidos e desapareceram da área, graças à acção das FDS.
“Os nossos irmãos estão no terreno a expulsar os terroristas naquela região (…) as nossas forças continuam em perseguição”, afirmou Chapo durante o encerramento de um curso de operações especiais na província de Nampula.
O episódio mais recente ocorreu a 29 de Abril, com a invasão do acampamento de caça desportiva de Mariri por homens armados. A área cobre oito distritos e estende-se até à província vizinha de Cabo Delgado, epicentro da insurgência armada no País desde 2017.
Este ataque sucedeu a outro registado cinco dias antes, em 24 de Abril, também dentro dos limites da REN, acentuando preocupações sobre a expansão da actividade terrorista para áreas anteriormente consideradas seguras.



























































