O programa de empréstimo de 175 milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Maláui foi encerrado depois de não ter sido efectuada qualquer revisão durante um período de 18 meses, informou a instituição financeira na quarta-feira (14).
De acordo com um artigo publicado pela Reuters, o país da África Austral, dependente dos doadores, recebeu apenas um desembolso inicial de 35 milhões de dólares ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada de quatro anos aprovada em Novembro de 2023.
O FMI afirmou que o programa não conseguiu restaurar a estabilidade macroeconómica do país. A inflação está a atingir mais de 30% em termos anuais, enquanto a escassez de divisas restringiu as importações de produtos essenciais, como os combustíveis e os fertilizantes.
“A disciplina orçamental revelou-se difícil de manter no ambiente actual devido às elevadas pressões sobre as despesas e aos esforços insuficientes de mobilização de receitas”, referiu o fundo.
O sistema cambial do país dificultou a reconstituição das reservas internacionais e a sua dívida externa continua insustentável por não ter sido totalmente reestruturada.
O Ministério das Finanças do Maláui disse que o Governo procuraria negociar um novo programa do FMI após as eleições nacionais de Setembro.
Segundo a instituição, os esforços do Executivo para estabilizar a economia foram afectados por “choques externos”, como um surto de cólera, ciclones e a seca do ano passado provocada pelo climático El Niño.
Recentemente, o Governo malauiano anunciou que precisa de 1,4 mil milhões de dólares para recuperar do impacto das catástrofes naturais que atingiram o país nos últimos quatro anos. O montante será utilizado para substituir infra-estruturas danificadas por diferentes factores climáticos que atingiram o território ao longo dos anos.


























































