O Fundo Monetário Internacional (FMI) manifestou, nesta terça-feira (13), disponibilidade para um novo apoio financeiro a Angola e enalteceu as reformas e medidas económicas “bastante prudentes” que têm sido implementadas no país.
Segundo informou a Lusa, a disponibilidade para um novo financiamento ao país lusófono africano foi manifestada na capital Luanda pelo director do FMI para África, Abebe Salassie, após uma audiência com o Presidente angolano, João Lourenço, onde foram abordadas a situação económica de Angola e a nível global.
De acordo com Selassie, a possibilidade de novos financiamentos para Angola não foi discutida na reunião, mas a instituição financeira internacional está disponível para prestar qualquer apoio que o Executivo angolano solicite.
“Se houver dificuldades em termos económicos, mesmo com as políticas já em vigor, e o Governo angolano quiser contactar o FMI, nós estaremos disponíveis. De momento não houve qualquer discussão sobre financiamento, mas, como sempre, estaremos prontos a apoiar quando for necessário”, afirmou o responsável.
Selassie, que falava no âmbito de uma missão do fundo que se encontra em Angola desde a semana passada, salientou que a instituição também partilhou as suas perspectivas sobre as reformas em curso no país: “Falámos igualmente da posição do FMI sobre as reformas económicas que estão a ser levadas a cabo em Angola”, disse, felicitando João Lourenço pelos resultados obtidos.
O responsável do FMI mencionou ainda a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional como um factor que tem impacto em várias economias a nível mundial, mas referiu-se às medidas económicas muito prudentes tomadas pelo Governo angolano.
“Nesta reunião, pudemos também ver as medidas económicas que estão a ser tomadas para recalibrar [a economia do país], bem como as políticas em curso para atenuar todas as dificuldades económicas”, concluiu Abebe Salassie.

O FMI estava numa missão em Angola desde a semana passada para reuniões com a equipa técnica angolana no âmbito da Avaliação Pós-Financiamento, com o objectivo de avaliar a capacidade do país para assegurar os reembolsos ao fundo, num contexto de riscos crescentes associados à queda do preço do petróleo, ao alargamento dos spreads soberanos e ao aperto das condições de financiamento externo, segundo o Ministério das Finanças.
A missão do FMI terminou nesta terça-feira, 13 de Maio, após reuniões técnicas com diferentes departamentos ministeriais, com o objectivo de acompanhar a sustentabilidade das finanças públicas, avaliar os riscos macroeconómicos emergentes e aprofundar o diálogo em torno das reformas estruturais necessárias para a estabilidade e para o crescimento sustentado da economia nacional.
Segundo o jornal económico Expansão, o Governo angolano avalia a possibilidade de recorrer a um novo programa de curto prazo de financiamento ao FMI, que deve terminar em 2026, dada as “dificuldades” que tem encontrado para financiar o Orçamento Geral do Estado (OGE).



























































