O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou que, no primeiro trimestre do presente ano, prestou assistência essencial a mais de 90 mil pessoas residentes na província de Cabo Delgado, na região Norte de Moçambique, que é afectada por terrorismo há mais de sete anos.
De acordo com a entidade, a maioria das pessoas recebeu apoio psicossocial e de saúde mental, sendo que a maioria dos beneficiários eram crianças. “O apoio foi prestado em 14 distritos, tendo sido dada especial atenção aos grupos mais vulneráveis, que incluem crianças anteriormente associadas a grupos armados, crianças não acompanhadas e separadas, além de adolescentes afectados pelas uniões prematuras.”
“A gestão de casos foi significativamente alargada, alcançando 12,9 mil crianças e adolescentes com total paridade de género. Paralelamente, o apoio às crianças com deficiência expandiu-se, alcançando 655, marcando um progresso notável em comparação com os trimestres anteriores”, destacou por meio de um relatório.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estimou recentemente que mais de 24 mil pessoas tenham fugido de aldeias em sete distritos de Cabo Delgado devido a novas incursões de grupos armados no Norte de Moçambique, sendo cerca de 50% dos deslocados crianças.
Desde Outubro de 2017 que Cabo Delgado, província rica em gás, enfrenta uma rebelião armada, que provocou milhares de mortos e uma crise humanitária, com mais de um milhão de pessoas deslocadas.
Em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques de grupos extremistas islâmicos na província, um aumento de 36%, olhando para os dados do Centro de Estudos Estratégicos de África, uma instituição académica do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que analisa conflitos em África.


























































