A aliança petrolífera OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, decidiu aumentar a produção de petróleo em 411 mil barris por dia a partir de Junho, reforçando o acréscimo já implementado em Maio. A decisão foi tomada por oito dos 22 países-membros da organização, durante uma reunião realizada por videoconferência.
A informação foi avançada esta sexta-feira pela analista Amena Bakr, da consultora Kpler, através da rede social X (ex-Twitter). Trata-se do segundo aumento consecutivo aprovado pela aliança este ano, no contexto de um mercado ainda marcado pela incerteza económica e pela volatilidade dos preços do crude.
No passado dia 3 de Abril, a OPEP+ já havia acordado um acréscimo idêntico de 411 mil barris diários a partir de Maio, antecipando a flexibilização da sua política de cortes que vigorava desde a pandemia da covid-19 e as oscilações subsequentes do mercado energético.
A decisão surge num momento de pressão crescente sobre os preços do petróleo, que registaram quedas acentuadas na semana passada, influenciadas pela expectativa de maior oferta global e pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, desencadeadas por medidas tarifárias anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump.
Em 2 de Abril, poucas horas antes do anúncio de novas tarifas alfandegárias, o barril de Brent encerrou a sessão nos 74,95 dólares. Um mês depois, a cotação registava uma queda acumulada de 18,23%, correspondendo a uma desvalorização de 13,66 dólares.
Além dos factores geopolíticos, analistas alertam para o impacto que estas oscilações podem ter sobre a procura global de petróleo, sobretudo num cenário de desaceleração económica. Ainda assim, os países que aprovaram o aumento esperam que o reforço da produção contribua para equilibrar o mercado, melhorar a competitividade e garantir abastecimento estável aos grandes consumidores.
A OPEP+, composta por membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados externos, tem vindo a ajustar a sua produção em função das condições de mercado, procurando manter a estabilidade de preços sem comprometer os interesses dos seus membros.
Fonte: Sic Noticias



























































