A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, defendeu na sexta-feira (11), em Antalya, Turquia, que o futuro e o sucesso da integração africana dependem de uma implementação eficaz da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), integração de infra-estruturas, harmonização de políticas públicas e regulatórias, resolução de conflitos e da estabilidade política, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Falando na qualidade de painelista no “IV Fórum de Diplomacia de Antalya”, durante uma mesa-redonda subordinada ao tema “O papel crescente de África na política mundial”, Maria Lucas sublinhou que, se estes pilares forem reforçados, poderão resultar em cadeias de valor regionais mais robustas, aumento do investimento intra-africano e maior autonomia estratégica para o continente.
“A AfCFTA pretende unir 54 países africanos num mercado único com mais de 1,4 mil milhões de pessoas. Trata-se de um passo transformador que pode posicionar África como um bloco económico mais competitivo e resiliente, com voz própria nos grandes fóruns internacionais”, afirmou a ministra.
Segundo a chefe da diplomacia moçambicana, a integração de infra-estruturas nos sectores dos transportes, energia e telecomunicações será essencial para facilitar o comércio, a mobilidade, a resolução de conflitos e a estabilidade política. Estas condições são consideradas pré-requisitos para uma integração económica institucional bem-sucedida.
Maria dos Santos Lucas destacou ainda a importância da harmonização das políticas públicas nos sectores da educação, saúde, segurança e comércio digital, como forma de consolidar a cooperação continental.
A AfCFTA pretende unir 54 países africanos num mercado único com mais de 1,4 mil milhões de pessoas. Trata-se de um passo transformador que pode posicionar África como um bloco económico mais competitivo e resiliente, com voz própria nos grandes fóruns internacionais
A governante reiterou o papel central da União Africana (UA) como motor da integração africana, elogiando os esforços diplomáticos e de coordenação política levados a cabo no âmbito da Agenda 2063, bem como a facilitação de tratados regionais, como a AfCFTA.
“Moçambique acredita que uma integração profunda permitirá a África reforçar a sua posição geopolítica, aumentar o poder de negociação colectivo, atrair mais investimentos e reduzir a dependência externa, promovendo soluções africanas para desafios africanos”, reforçou.
Durante o evento, que decorre de 11 a 13 de Abril em Antalya, Maria Lucas manteve encontros bilaterais com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Tanzânia, Mahmoud Thabit Kombo; do Ruanda, Oliver Nduhungirehe; da Zâmbia, Mulambo Haimbe; da Ucrânia, Andri Sybiha; e da Eslovénia, Juraj Blanar, com quem trocou pontos de vista sobre a cooperação bilateral.




























































