Com o fornecimento de gás natural moçambicano a diminuir, cresce a preocupação em torno de uma eventual crise de abastecimento energético na África Austral. O tema estará no centro de um webinar internacional, marcado para o próximo dia 9 de Abril, onde especialistas e representantes do sector energético vão discutir soluções para evitar um colapso no fornecimento de gás, especialmente na África do Sul, historicamente dependente do gás de Moçambique.
A iniciativa, promovida pela Creamer Media, contará com painéis de debate técnico e político que pretendem analisar os caminhos possíveis para garantir segurança energética numa fase de transição e incerteza. A principal questão: como assegurar o futuro energético da região após a redução do fornecimento moçambicano?
Durante anos, Moçambique desempenhou um papel central no abastecimento de gás à África do Sul, através do gasoduto de Temane, que transportava gás natural do sul do País directamente para as infra-estruturas sul-africanas.
Com a produção a entrar numa fase de declínio e os novos projectos ainda por consolidar, o risco de ruptura no fornecimento tornou-se uma preocupação real para Governos e investidores.
Entre os pontos em análise estará o Plano Director do Gás da África do Sul, a viabilidade do acordo entre a Eskom e a Sasol, a importação de gás natural liquefeito (GNL) e os projectos de infra-estrutura portuária e regaseificação em curso. Outro tema-chave será o papel do gás natural no equilíbrio da matriz energética regional, particularmente no contexto do crescimento das energias renováveis.
A situação de Moçambique será debatida como exemplo paradigmático de país exportador de recursos que enfrenta desafios logísticos, económicos e de sustentabilidade a longo prazo. Ao mesmo tempo, espera-se que o País continue a ser peça-chave nas estratégias regionais, desde que haja investimento em infra-estruturas e estabilidade regulatória.
O evento decorre num momento em que os alertas sobre um possível “apagão energético” na África Austral se tornam mais frequentes. Especialistas defendem que, sem medidas urgentes, a região poderá enfrentar quebras na produção industrial, subidas de preços no consumo doméstico e desaceleração económica.
Fonte: Engineering News

























































