Os preços do petróleo estão a negociar em baixa na manhã desta quarta-feira (19), numa altura em que as reservas norte-americanas de crude estão a aumentar e os investidores continuam apreensivos com a política comercial do Presidente norte-americano Donald Trump e as suas potenciais ramificações para a economia.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para o mercado norte-americano – recua 0,45% para 66,60 dólares por barril, enquanto o Brent, usado na Europa, perde 0,38% para 70,29 dólares. Os dois crudes de referência até tinham iniciado a semana com o pé direito, impulsionados pelas renovadas tensões no Médio Oriente, mas as preocupações com a procura desta matéria-prima parecem estar a pesar novamente sobre o sentimento dos investidores.
Nesta terça-feira, a associação comercial American Petroleum Institute (API) revelou que os stocks de crude aumentaram 4,6 milhões de barris na semana passada – um crescimento bem acima do esperado pelos analistas. Os dados devem ser confirmados pelo Departamento norte-americano da Energia esta quarta-feira.
Depois de ter atingido um pico em Janeiro, o petróleo tem vindo a perder força ao longo dos últimos dias. Os sinais de um abrandamento da economia mundial, que tem um impacto directo na procura de petróleo, pressionaram os preços, numa altura em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados se preparam para aumentar a produção, introduzindo ainda mais petróleo num mercado já saturado.
“A recuperação dos preços do petróleo perdeu o seu ímpeto nas últimas semanas, mesmo com o aumento das tensões geopolíticas. O crescimento das reservas de crude nos Estados Unidos da América só veio aumentar ainda mais esta pressão”, explicou Warren Patterson, estratega de matérias-primas do ING Groep. “É provável que os receios macro continuem a ditar o movimento dos preços”, concluiu.





















































