O Governo anunciou esta quarta-feira, 19 de Fevereiro, a revisão em baixa dos preços dos combustíveis, justificando a medida com a queda dos preços de aquisição no mercado internacional e com a necessidade de reduzir o custo de vida.
“Os motivos para este ajustamento incluem a queda do custo de aquisição dos produtos petrolíferos a nível internacional, a necessidade de aliviar o impacto económico dos combustíveis e de reduzir o custo de vida. Esperamos que esta redução ajude a recuperar o poder de compra das famílias e a diminuir os custos dos produtos e serviços que dependem diretamente dos combustíveis”, afirmou Paulo da Graça, presidente da Autoridade Reguladora de Energia (Arene), em conferência de imprensa realizada em Maputo, citado pela agência Lusa.
A partir do dia 20 de Fevereiro, o preço do litro de gasolina passa de 86,25 meticais para 85,82 meticais. O petróleo baixa de 87,05 meticais para 69,35 meticais por litro. O gasóleo, anteriormente a 91,23 meticais, será comercializado a 86,79 meticais por litro. O gás de cozinha mantém o preço de 86,05 meticais por quilograma, enquanto o gás natural veicular reduz de 44,52 meticais por litro para 43,40 meticais.
O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou no domingo (16) que o Governo está a trabalhar na implementação de medidas que reduzam o custo dos combustíveis, sublinhando o impacto direto dos preços elevados no consumidor final.

O Executivo aprovou este mês um plano com 77 medidas a serem implementadas nos primeiros 100 dias de governação do quinquénio 2025-2029, visando um impacto direto no bem-estar da população.
“O objetivo deste plano é estabelecer bases sólidas para a implementação de uma agenda nacional que promova a estabilidade e o desenvolvimento económico, social e político”, refere o documento consultado pela agência Lusa. O plano apresenta ações de curto prazo e “com resultados impactantes” em áreas como estabilidade social e política, educação, saúde, combate à corrupção, emprego e juventude, infra-estruturas e serviços públicos, justiça, agricultura e segurança alimentar, crescimento económico e mobilização de recursos.
Esta agenda é anunciada num momento de sucessivas manifestações e paralisações no País. Para além da contestação dos resultados das eleições gerais de 9 de Outubro passado, os moçambicanos protestam contra o elevado custo de vida e a falta de emprego.
Nos protestos, pelo menos 327 pessoas morreram, incluindo cerca de duas dezenas de menores, e cerca de 750 foram baleadas, de acordo com a plataforma eleitoral Decide, uma organização não-governamental que acompanha os processos eleitorais.



























































