A China continuará a ser o principal motor deste crescimento, mas a um ritmo muito mais lento (19% contra a média de 60% da década anterior), sublinha a Agência Internacional de Energia (AIE) no seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero, divulgado esta quinta-feira, 13 de Fevereiro.
Em relação à progressiva desaceleração da procura da China, a Índia e outros países asiáticos estão a tornar-se gradualmente relevantes no aumento, já que representarão em conjunto 500 mil barris por dia, quase metade da subida estimada para este ano.
O mercado petrolífero mundial sofreu em Janeiro, em forma de aumento de preços, o choque das novas sanções dos Estados Unidos da América contra os hidrocarbonetos da Rússia e Irão, mas a AIE confirmou que as exportações russas “continuam até agora praticamente sem mudanças”, enquanto as iranianas são só “ligeiramente inferiores.”
O relatório da AIE antecipa que o aumento da procura mundial de petróleo será coberto pelo incremento previsto da produção no continente americano, que alcançará os 1,4 milhão de barris por dia.
Em contrapartida, o documento prevê que a OPEP e os seus aliados (OPEP+, que inclui a Rússia) cumprirão, de forma mais estrita, os seus compromissos de limitação de produção, o que reduzirá um possível excesso de ofertas a nível global.
Com os dados de 2024 já completos, o documento constata que, no ano passado, “a oferta se ajustou à procura mundial”, em 103,9 milhões de barris por dia.
Em relação aos preços, a AIE prevê tempos de volatilidade, já que, só em Janeiro, o petróleo de referência, o Brent, disparou até 83 dólares por barril devido às sanções dos EUA contra a Rússia e o Irão, ainda que progressivamente a calma tenha voltado aos mercados, e o mês passado tenha fechado com a cotação em 77 dólares por barril.
O estudo considera que “é demasiado cedo” para determinar se as tarifas anunciadas pelos EUA irão afectar o mercado internacional do petróleo ou se as sanções impostas por Washington a Moscovo e Teerão terão implicações a mais longo prazo.
Contudo, o relatório recorda que o mercado de petróleo tem mostrado, historicamente, “resiliência e adaptabilidade notáveis face a grandes desafios”, e que nesta ocasião não deverá ser diferente.
Fonte: SAPO
























































