O empresário e chefe do departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, Elon Musk, gerou polémica ao criticar o envio de 50 milhões de dólares (3,1 mil milhões de meticais) em preservativos, partindo do pressuposto de que o destino era a Faixa de Gaza, no Médio Oriente. No entanto, a verba referia-se a um programa de prevenção do HIV/SIDA na província de Gaza, em Moçambique, segundo informou o jornal O País.
A confusão veio a público durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, quando Musk condenou o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), alegando que a ajuda enviada seria um desperdício. Contudo, uma investigação da CNN revelou que o valor não se destinava à Faixa de Gaza, mas sim à província de Gaza, em Moçambique, uma das regiões mais afectadas pelo HIV/SIDA no País.
Ao ser confrontado sobre o erro, Musk admitiu a confusão e garantiu que a sua equipa corrigiria rapidamente qualquer informação imprecisa.
“Primeiramente, algumas das coisas que eu falo estarão incorrectas e deverão ser corrigidas. Vamos errar, mas vamos agir rapidamente para corrigir qualquer erro”, afirmou o responsável pela eficiência governamental dos EUA.
Apesar da correcção, Musk manteve a sua crítica ao montante envolvido, questionando se a alocação de 50 milhões de dólares para preservativos seria um uso adequado dos recursos dos contribuintes americanos.
“Eu não tenho certeza se deveríamos enviar esse valor em preservativos para qualquer lugar, francamente. Não sei se é algo que deixaria os americanos realmente entusiasmados”, declarou.
A província de Gaza tem a maior taxa de prevalência de HIV/SIDA no País, com 20,9% da população a viver com o vírus, segundo o Instituto Nacional de Saúde. No entanto, os Serviços Provinciais de Saúde de Gaza negaram ter recebido preservativos correspondentes ao valor citado por Musk e esclareceram que a distribuição não é feita directamente pela USAID.
O episódio levantou debate sobre o financiamento de programas de saúde global pelos EUA e a forma como a informação sobre esses investimentos é comunicada ao público.


























































