A promoção da aquacultura na província de Inhambane está a reduzir significativamente a dependência dos pescadores em relação aos recursos marinhos, ao mesmo tempo que fortalece a segurança alimentar e impulsiona a economia local. Nos últimos anos, iniciativas governamentais e comunitárias têm incentivado a diversificação das fontes de produção de peixe, garantindo alternativas sustentáveis à pesca tradicional, segundo informou o jornal notícias.
O director provincial de Agricultura e Pescas, Abdul Bomba, revelou que, ao longo do último quinquénio (entre 2020 e 2024), foram implementadas diversas estratégias para fomentar a aquacultura na região. Entre as principais acções desenvolvidas, destacam-se a capacitação dos piscicultores, a introdução de técnicas modernas de cultivo e a criação de infra-estruturas para apoiar a produção e comercialização do pescado.
“O impacto da aquacultura na nossa província é satisfatório, pois tem contribuído para o crescimento económico, para a geração de empregos e para o aumento da disponibilidade de peixe para consumo das famílias. Além disso, impulsionou o cooperativismo moderno, com a criação de associações de pequenos produtores”, afirmou Bomba.
Actualmente, Inhambane conta com 875 tanques de terra, 177 gaiolas e 618 piscicultores, organizados em 20 associações. Estas iniciativas têm possibilitado uma alternativa viável para os pescadores artesanais, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais e promovendo a conservação dos ecossistemas marinhos.
Além da capacitação técnica, o Governo tem investido no fortalecimento da cadeia de distribuição, garantindo melhor acesso ao mercado para os produtores de peixe. A construção de mercados locais e a implementação de cadeias de comercialização eficientes asseguram que o pescado fresco chegue a mais consumidores, a preços acessíveis.
Bomba destacou ainda a importância da adopção de práticas sustentáveis na pesca e aquacultura, como a limitação de capturas e a criação de zonas de protecção marinha, para assegurar a continuidade dos recursos pesqueiros para as gerações futuras.
“A pesca artesanal e a aquacultura devem ser conduzidas de forma sustentável, garantindo que as comunidades continuem a beneficiar dos recursos naturais sem comprometer o equilíbrio ambiental”, reforçou o dirigente.



























































