Uma equipa da Coreia do Sul e da Dinamarca desenvolveu um dispositivo autoalimentado que utiliza o movimento e a pressão para gerar electricidade e luz em simultâneo. Esta tecnologia sem bateria tem potencial para ser utilizada numa série de aplicações reais, desde o desporto e os dispositivos portáteis até às operações de resgate em caso de catástrofe.
Os nanogeradores triboeléctricos (TENG) e a mecanoluminescência (ML) têm sido objecto de investigação em todo o mundo, servindo de base para tecnologias de energia verde que podem gerar electricidade e luz, respectivamente, sem energia externa.
No entanto, a norma tem sido explorar cada uma das tecnologias separadamente, ou simplesmente fabricar dois dispositivos separados e juntá-los. Mas a irregularidade da produção de energia dos nanogeradores e a duração insuficiente da luz dos materiais mecanoluminescentes têm sido grandes limitações para as aplicações práticas.
De acordo com o site Inovação Tecnológica, actualmente, tudo foi integrado num único dispositivo, que funcionou com boa eficiência e até demonstrou a sinergia esperada.
Esta tecnologia sem bateria tem potencial para ser utilizada numa série de aplicações reais, desde o desporto e os dispositivos portáteis até às operações de resgate em caso de catástrofe
“Espera-se que esta tecnologia torne as nossas vidas mais seguras e mais sustentáveis, uma vez que pode enviar sinais em tempo real em situações de emergência e reduzir o impacto ambiental através da recolha de energia”, afirmou o professor Kim Hoe Joon do Instituto de Ciência e Tecnologia de Daegu Gyeongbuk. Esta investigação é de grande importância porque esta inovação pode gerar luz e electricidade simultaneamente sem baterias, usando apenas o movimento, e pode ser utilizada imediatamente.
Para criar o dispositivo, os investigadores utilizaram uma junção de sulfureto de zinco e cobre (ZnS:Cu), um material capaz de emitir luz e gerar electricidade por contacto. As nanopartículas deste material activo foram adicionadas a um material semelhante à borracha (PDMS: polidimetilsiloxano) para obter flexibilidade. Por fim, foi adicionada uma estrutura de eléctrodo único baseada em nanofios de prata para uma maior eficiência.
O dispositivo, concebido para captar a energia do movimento, não sofreu qualquer degradação do seu desempenho, mesmo depois de ter sido pressionado repetidamente mais de 5000 vezes, gerando tensões até 60 V e uma corrente de 395 nA de forma estável.
Enquanto geram electricidade, as nanopartículas são suficientes para fazer com que todo o dispositivo brilhe, permitindo a sua utilização para sinalização. Exemplos de utilização incluem capacetes que detectam o impacto e emitem imediatamente um sinal, protectores de pulso que identificam o movimento e dispositivos que enviam sinais de resgate, mesmo debaixo de água.



























































