O CEO da multinacional francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanné, revelou que o Banco de Exportação-Importação (Exim) dos Estados Unidos da América (EUA) poderá aprovar nas próximas semanas o financiamento de 4,7 mil milhões de dólares para o projecto de exploração de gás natural liquefeito (GNL) em Moçambique, sublinhado que outras agências de crédito farão o mesmo nos meses seguintes.
De acordo com a Reuters, em 2020, o Exim tinha prometido a maior parte do financiamento do projecto de GNL avaliado em 20 mil milhões de dólares. No entanto, o mesmo foi suspenso no ano seguinte devido a uma insurreição islâmica que atacou a região de Cabo Delgado, obrigando a petrolífera a declarar força maior e a retirar a sua equipa local antes de ser efectuado qualquer desembolso.
Patrick Pouyanné, que falava aos jornalistas nesta quarta-feira, 5 de Fevereiro, após a divulgação dos lucros do quarto trimestre de 2024, adiantou que “a data de conclusão do projecto terá de ser adiada, passando de 2027 para 2029-30.”
Na sua intervenção, o responsável destacou que o Reino Unido, que se comprometeu com cerca de 800 milhões a mil milhões de dólares, está a verificar se tem o direito legal de se retirar do projecto, frisando que o país já assinou um contrato de financiamento. “Estou à espera de ver como nos vão explicar”, concluiu.

Contudo, Patrick Pouyanné disse esperar que a tendência pró-hidrocarbonetos da nova administração republicana facilite a validação da garantia do Exim Bank, visto tratar-se de um apoio essencial, tendo em conta que o banco de importação-exportação dos Países Baixos e outros estão também à espera de luz verde do seu homólogo americano antes de decidirem investir.
Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.
Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e pela Eni (consórcio da Área 4).
Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.



























































